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Vídeo: PL pede ao TSE investigação sobre suposto esquema de ataques a Flávio; coordenador de campanha comenta em coletiva

Partido afirma que identificou mais de 50 perfis com 4 mil anúncios pagos

Por Stephanie Ferreira , Beatriz Nonato
Às

Atualizado
Vídeo: PL pede ao TSE investigação sobre suposto esquema de ataques a Flávio; coordenador de campanha comenta em coletiva

Foto: Andressa Anholete / Agência Senado

A campanha do pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), protocolou nesta segunda-feira (20) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma representação sobre uma suposta rede de ataques coordenados à Flávio. 

O coordenador da pré-campanha, o senador Rogério Marinho (PL) comentou em coletiva de imprensa sobre o caso, após se reunir com o presidente do TSE, o ministro Kassio Nunes Marques. 

O PL afirma que identificou mais de 50 páginas com mais de 4 mil anúncios pagos, somando quase 250 milhões de visualizações. A ação solicitou o rastreamento de um suposto esquema financeiro e a quebra de sigilos para identificar patrocinadores e responsáveis pelos ataques. 

Em coletiva de imprensa, Rogério Marinho caracterizou o suposto ataque como "atentado a democracia". Segundo ele, alguns perfis seriam inclusive de fora do país e costumam ter poucos seguidores, mas impulsionam "milhões de reais".

"Nós da direita fomos acusados de fazermos proselitismo negativo nas redes, mas parece que o que tá acontecendo é justamente o contrário. Por isso, viemos pedir o auxílio à Justiça Eleitoral para que a investigação aconteça e nós possamos identificar quem são aqueles que estão financiando, né, esse atentado da democracia", diz. 

Ele menciona ainda a Meta, empresa responsável por redes sociais como Facebook e Instagram. A companhia teria detectado que os perfis "não tem porte relevante" e que faziam contratações de cerca de R$ 200 mil.

Segundo Marinho, o esquema ocorre de forma estruturada. 

"Muito atípico. Tô há 20 anos cuidando de direito eleitoral. Nunca vi nada parecido. Pessoas importantes arrumam o CPF frio, criam uma conta, conseguem um meio de pagamento, porque eu preciso pagar a Meta, então preciso fazer um pagamento por dentro num CPF falso, pagam valores substanciais e depois apagam o perfil para não deixar nenhum rastro", explica.

O senador diz ainda que os perfis são similares, com conteúdo e DDD parecidos, e que o impulsionamento dos conteúdos foram pagos em reais, pesos colombianos e dólares. Marinho avalia que "não dá pra fazer isso sem muita gente". 

"Então é algo completamente novo. A Justiça Eleitoral nunca se deparou com um desafio como esse. Não tem rosto esse processo, porque os perfis não têm rosto. Então é uma lista de perfis que nós precisamos chegar. Quem são eles, quem eram os donos dessas linhas de telefone porque usam telefones. Tudo falso, tudo fraudulento, tudo forjado", diz.

Segundo as investigações do próprio PL a maioria dos números seriam do Paraná, identificados pelo DDD. Marinho defende que seria "irresponsável" presumir que o esquema está associado a partidos políticos, mas que é necessário identificar os responsáveis pelos mais de 20 mil perfis. 

Marinho disse ainda que o relatório entregue ao TSE é "imenso" e que analisa os perfis individualmente, com datas de contratação, de desativação dos perfis e gráficos.

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