Vídeo: Proibido de visitar o pai, Flávio Bolsonaro chora ao ler carta: 'Não tem mal que dure para sempre'
Ministro Alexandre de Moraes manteve suspensão de visitas ao ex-presidente por 30 dias

Foto: Reprodução/Instagram
Proibido de visitar o pai neste domingo (9), Dia dos Pais, o senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) escreveu uma carta pública endereçada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No texto, gravado e publicado nas redes sociais de Flávio, ele lamenta a proibição, imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Superior Tribunal Federal (STF), diz desejar que o pai esteja bem e lhe conta o andamento da campanha eleitoral.
"Apesar dos partidos de centro não terem vindo formalmente nos apoiar, as principais lideranças de todos eles estão com a gente", afirma. "Quando recebi o seu manto e aceitei a missão de disputar a presidência do Brasil no seu lugar, você sabe que só fui porque tenho certeza que é um projeto de Deus para o nosso Brasil e somos apenas instrumentos usados por ele para isso."
Ainda na carta, Flávio projeta uma possível absolvição do pai. "Já, já, você sai daí, e o Brasil vai te receber de braços abertos, da forma que você merece, como um herói. Sigo firme aqui na missão, me movendo e tomando decisões pela fé. Proibir o filho é insano, é injusto, é triste."
Ao fim do texto, o candidato ao Palácio do Planalto aparece com os olhos marejados e diz que "não tem mal que dure para sempre". "Deus só está nos capacitando para algo muito maior em nossas vidas. Até breve. Te amo. Fique com Deus", conclui, com uma mensagem de "Feliz Dia dos Pais" fechando o vídeo.
Relembre o pedido da defesa de Jair Bolsonaro
No pedido feito pela defesa, os advogados alegaram finalidade "humanitária e familiar" e a "necessidade de preservar os vínculos" entre Bolsonaro e os filhos. O ministro Alexandre de Moraes, porém, manteve a suspensão de visitas ao ex-presidente por 30 dias, com exceção de médicos e advogados, determinada após o descumprimento de condições judiciais.
Flávio Bolsonaro tem uma restrição específica de 90 dias. A medida foi imposta após o senador divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo pai, na qual Bolsonaro o indicava como porta-voz na disputa eleitoral deste ano.
A defesa recorreu e afirmou que Bolsonaro não sabia que o documento seria publicado pelo filho. O recurso foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que deverá se manifestar sobre a manutenção da restrição.
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Confira a declaração abaixo


