Vídeo: Sindicato questiona destino de recursos da Guarda Municipal e denuncia sigilo de 10 anos sobre operações especiais
Decisão judicial publicada em 14 de setembro deste ano deu 20 dias para fornecimento de cópias pelo órgão

Foto: Divulgação/PMS
O Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador (Sindseps) acusa a Guarda Civil Municipal (GCM) de descumprir uma liminar que obriga o fornecimento de informações sobre a realização de operações especiais pelo órgão.
A liminar em questão deu 20 dias, a contar de 14 de setembro deste ano, para a GCM fornecer ao Sindseps cópia parcial das folhas de ponto de 13 servidores relacionadas ao serviço ordinário, operações especiais e vigilância escolar executados de janeiro de 2024 a abril de 2026. Foi autorizada a ocultação apenas dos campos que contenham planos táticos, itinerários sigilosos ou dados pessoais não funcionais.
Em publicação na última segunda-feira (26), o sindicato afirma que a Guarda Municipal quer manter sigilo sobre o tema, para que a sociedade "não saiba de que forma a gestão do órgão tem formatado escalas especiais para os postos de comando nas diversas funções" e porque "não querem que a cidade saiba a falta de capacidade gerencial para colocar o efetivo nas ruas".
"Nós temos um efetivo muito pequeno, por sinal, de 1.300 homens e mulheres, e nós precisamos que a Guarda Municipal esteja na rua", disse o diretor do Sindseps, o guarda municipal Bruno Carianha. "Então, pra que ela esteja na rua, o que a prefeitura faz? Paga a chamada Operação Especial, que também nós brigamos pra que seja hora extra."
Carianha, porém, questiona a devida execução dessa operação. "[A operação] Ela tem sido paga pra quê? Por que a gente está pedindo pra ver as folhas de frequência? E o que é que ocorre? Ao invés de eles nos darem as folhas de frequência, pra vermos onde cada um tá trabalhando, eles botam sigilo, pra gente não saber o que é que já acontece com a famosa 'farra do Copes', que é a 'farra das Operações Especiais'", declarou.
Ainda segundo o diretor do Sindseps, a suposta omissão de informações sobre escalas de trabalho ocorre também em outros órgãos municipais, como as secretarias da Saúde (SMS) e de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) e a Transalvador.
O Farol da Bahia entrou em contato com a Guarda Civil Municipal e aguarda um posicionamento acerca do assunto. Em caso de manifestação, o texto será atualizado.


