"Vou dar anistia", promete Zema sobre atos do 8 de janeiro

Declaração foi dada durante entrevista à TV Globo, nesta segunda

Por Da Redação
Às

Atualizado
"Vou dar anistia", promete Zema sobre atos do 8 de janeiro

Foto: Reprodução / TV Globo

O candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), declarou nesta segunda (24), durante entrevista à TV Globo, que pretende anistiar os presos pelos ataques antidemocráticos do 8 de janeiro. Ele afirmou que hoje os tribunais fazem "política", ao invés de julgar efetivamente e caracterizou os julgamentos como "perseguição política".

"Não existe na história da humanidade uma tentativa de golpe ou um golpe de estado que tenha sido um movimento de vandalismo, de depredação como aquele que aconteceu em janeiro de 2023. Exatamente. Eu darei a justiça com pelo menos, no mínimo, um tribunal que não seja político, um tribunal que não seja judicial. Porque o que nós vimos no Brasil foi perseguição", afirmou.

Ele defendeu que quem idealiza um crime e não põe em prática, não deve ser punido. 

"Não teve tiro disparado. Não teve nenhum movimento. Na minha opinião, foi um julgamento nitidamente político. Vale lembrar, eu sou totalmente democrático. Fui eleito pela urna eletrônica. Confio na urna eletrônica que poderia ser melhorada se tivesse impresso, mas confio. Agora, com o que nós temos no Brasil hoje, nós estamos vendo são tribunais que estão fazendo mais política", avalia.

Sobre o salário mínimo, Zema disse que pretende aumentar o valor, incluindo a inflação. 

"Eu garanto que ninguém vai ter perda. Se tiver inflação, nós daremos toda a inflação", disse. 

Ao ser questionado sobre um crescimento além da inflação, ele afirmou que se o Brasil tiver "as contas equilibradas", a expectativa é positiva. O candidato destacou também o desejo de reduzir a taxa de juros do país. 

Zema declarou também que pretende debater regras sobre gastos com saúde e educação. Ele afirma que "o país está envelhecendo" e que há cidades com diferença "brutal" de idade. Ele avalia que os programas voltados para a educação funcionam como uma "roupa única" para a população. 

"E os prefeitos, principalmente os prefeitos, tem tido muita dificuldade. Tem lugar que não tem crianças e está inventando programa para educação, e tem lugar que tem muito mais aposentados. Nós temos que fazer algo balanceado: o Brasil fez algo que é assim uma roupa única para todo mundo mas tem gente muito magro e que não é tão magro assim", disse. 

Sobre reformas na previdência, Zema afirmou que pretende aumentar a idade mínima para aposentadoria a medida em que crescer a expectativa de vida da população. Ele disse ainda que quer crescer o índice de trabalhos formais e simplificar leis trabalhistas, implementando a remuneração por hora. 

Zema foi governador de Minas Gerais por dois mandatos, e renunciou ao segundo para concorrer à Presidência. O vice é o senador licenciado Eduardo Girão, também no Novo. 

Ele é administrador de empresas formado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e empresário do setor de varejo (Grupo Zema). É uma das principais lideranças do partido Novo com discurso focado em liberalismo econômico e gestão fiscal. Entre os candidatos, Zema possui um dos maiores patrimônios declarados no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com R$ 178 milhões declarados. 

A Globo está realizando uma série de entrevistas com candidatos à Presidência. O próximo será Ronaldo Caiado (PSD), nesta terça (25). 

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie:redacao@fbcomunicacao.com.br
*Os comentários podem levar até 1 minutos para serem exibidos

Faça seu comentário

Nome é obrigatório
E-mail é obrigatório
E-mail inválido
Comentário é obrigatório
É necessário confirmar que leu e aceita os nossos Termos de Política e Privacidade para continuar.
Comentário enviado com sucesso!
Erro ao enviar comentário. Tente novamente mais tarde.