A Europa mais forte

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A Europa mais forte

O Brasil está pegando fogo, consumido pelas labaredas fulminantes da corrupção mais desenfreada, cujo epicentro são as instituições representativas dos três poderes da República. Nada está a salvo. Mais cedo ou mais tarde tudo ruirá como um castelo de cartas!

Esta ruína inevitável, se deu quando o país perdeu qualquer vínculo com os acontecimentos mundiais, na medida em que abandonou suas alianças tradicionais, para engajar-se numa aventura com os regimes totalitários e o terrorismo mundial.

Comprova este distanciamento, quando examinamos os rumos que estão sendo traçados para as transformações  em curso no cenário atlântico, principalmente na evolução das conjunturas europeias, do sistema internacional do pós Segunda Guerra Mundial e os  entendimentos que estão sendo costurados entre os Estados Unidos e os trinta e dois países que constituem a comunidade europeia, mais a própria Grã Bretanha.

A 62ª Conferência de Segurança de Munique, que se  encerrou no último domingo, principal fórum global de debates estratégicos dos líderes ocidentais, concluio que a ordem internacional, construída após a Segunda Guerra Mundial, vive um momento de instabilidade.

Marco Rubio, chanceler norte-americano, disse para todos os participantes, que o “destino da Europa nunca será irrelevante” e que o objetivo dos Estados Unidos “é ver uma Europa cada vez mais forte”. Essas afirmações não só arrancaram aplausos unânimes da plateia, como suscitaram um novo período nas relações do Governo Trump com o continente europeu.

A fala de Rubio foi vista como uma complementação do que dissera, meses atrás, o Vice-presidente norte-americano, Vance, perante esta mesma assistência, com a finalidade de advertir que os problemas europeus eram menos com a Rússia ou a China, mas principalmente pelo abandono de seus próprios valores e convicções, base da civilização ocidental.

Este novo diálogo motivou a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen a declarar sua tranquilidade quanto ao futuro das relações entre os Estados Unidos e a União Europeia, enquanto o Presidente da Conferência, Wolfgang Ischinger, considerou um “suspiro de alívio” o discurso do Secretário de Estado dos Estados Unidos.

Rubio não deixou, contudo, de reconhecer a necessária reformulação da OTAN e criticar, com veemência, a ONU, a ponto de afirmar, sem contestação, que “nós, nos Estados Unidos não temos interesse em ser zeladores educados e ordeiros do declínio controlado do Ocidente”, numa alusão evidente à disposição de Donald Trump de promover mudanças profundas na ordem internacional vigente. 

Do mesmo modo, a resistência europeia em assumir os custos crescentes com sua própria preparação militar, e com os custos daí decorrentes, foram suavizadas e, em breve, veremos uma Europa mais preparada para enfrentar possíveis desafios nesta área. 

A pergunta que se impõe é se o Brasil, em face dos novos arranjos geopolíticos em preparação no mundo ocidental, terá um lugar confortável e adequado ao seu desenvolvimento, ou sucumbirá, sem eira nem beira, à configuração que está a se desenhar, na qual os países totalitários e as facções terroristas perderão os espaços que, por ventura, tenham conquistado?
Para um bom entendedor parece obvio, inclusive pelo andar da carruagem, que os países recalcitrantes, entre eles a Venezuela, Cuba, Nicarágua e o Brasil –este último cozinhando em banho-maria-, terão seus encontros com a História, assim que chegar a hora!

Comentários

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Geraldo Caymmi Gomes.
Excelente os artigo de Marcelo Cordeiro.

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