Fala-se que a nação brasileira colherá em breve a doce fruta do voto popular, com a proximidade das eleições de novembro. É o que todos desejamos que prolifere da árvore da Democracia.
No momento a dita fruta está amadurecendo em meio às esperanças e as intempéries, sujeita ao ardor patriótico do povo e as tempestades do conflito político.
É claro, como a luz do dia, que de uma lado anime-se o eleitorado com o retorno do país à plenitude democrática e de outro o atual governo, dirigido pelo PT de Lula da Silva, declara que “nós não temos o direito de perder estas eleições, nós não temos o direito de permitir que o negacionismo, o fascismo volte (sic) a pensar em governar este país”.
Tais palavras proferidas pelo presidente do Brasil implicam em não admitir a alternância de poder e se agrava ao considerar seus adversários no pleito eleitoral “traidores da pátria”, cujo destino, em outras épocas de nossa História, foi o enforcamento.
Convenhamos que este discurso, às vésperas das eleições, combinam perfeitamente com o anúncio do ditador Daniel Ortega, da Nicarágua, que naquele não haverá mais eleições, pelos mesmos motivos alinhados pela fala de Lula da Silva.
Direis ouvir estrelas! Não quando uma colunista do Jornal norte-americano, The Wall Street Journal, publicou um artigo de opinião em que o Supremo Tribunal Federal –STF e o ministro Alexandre de Moraes promovem um golpe de estado contra a Democracia no Brasil, sob a alegação que não permitirá que os vendilhões da pátria a vendam ao estrangeiro.
É preocupante que as palavras de Charles de Gaulle reverberem no país com a força que tiveram no pós guerra. O líder militar da França, exilado na Inglaterra, disse que “patriotismo é quando amor por seu próprio povo é o primeiro; nacionalismo, quando o ódio pelos demais povos é o primeiro”. Não é muito raro ver e ouvir o presidente brasileiro destilar o seu ódio e seus preconceitos ideológicos contra Trump, dos EUA, Milei, da Argentina ou Santiago Peña, do Paraguai, em aras a seu isolamento político internacional.
Deixa-nos com uma pulga atrás da orelha, a insistência do Governo lulista em preparar as nossas Forças Armadas, com a finalidade de “ninguém meter a mão em nosso país”, com soldados que for suficientes para tomar conta do Brasil. Há muito tempo, ao menos durante a Republica, não se falava em guerra, nem se considerava possível armar o país para o desforço militar. Cabe a pergunta, para onde estamos indo?
Nossas tradições estão em frangalhos. Rompemos gradativamente com nossa própria História, a fim de ingressarmos num mundo político totalitário, numa geografia alheia às nossas origens, afeitos à uma visão colonialista que nos colocará à mercê de interesses subalternos, alienando nossas riquezas e território, rompendo com nossas crenças religiosas e o patrimônio cristão que nos moldou, abandonando, enfim, a substância cultural que nos identifica com o mundo ocidental.
A caça às bruxas, expressas nas prisões arbitrárias e ilegais, as ameaças desfigurantes da vida democrática, a perseguição política sem limites, os sem número de acontecimentos que convertem o processo eleitoral em intransponíveis obstáculos, a credibilidade das urnas eletrônicas, o conflito entre os tribunais, enfim, um panorama contaminado pela desconfiança e descrença dão lugar à indagação final: as eleição são um fruto podre?



