A odisseia brasileira

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A odisseia brasileira

É muito improvável que na história recentes dos países ocidentais, afora os que emergiram da guerra, defrontarmo-nos com um cenário de derrelição tão vertiginoso quanto o Brasil dos nossos tempos atuais. O país mergulha em um túnel escuro, no qual não se divisa uma saída, uma claridade!

A dívida pública cresceu no mês de junho duzentos e trinta e cinco bilhões de reais e o consolidado chega à astronômica cifra de onze bilhões de reais, o que equivale à 96% do PIB, sem que a nação perceba a gravidade desses números assustadores. A despeito da trajetória crescente  desse endividamento, os recursos arrecadados com os impostos não são suficientes para pagar as contas e fazer investimentos. Em tal situação vexatória as receitas tem que crescer mais do que a própria economia, resultando no tenebroso arrocho fiscal de mais de 32%, agravando assim as classes menos afortunadas.

Nem é preciso escarafunchar mais fundo o arrocho fiscal de que está sendo vítima o nosso povo. Me limito a mencionar um dos pilares da chamada reforma tributária: o “Split payment”. Consiste em detonar recursos financeiros que representavam um capital provisório de giro, sobretudo para o pequeno empreendedor. Doravante, a Receita descontará imediatamente no ato de uma transação comercial o equivalente ao seu benefício tributário. Adeus, à inadimplência fiscal!

Completa esse quadro de descontrole das contas públicas, os deficts das empresas estatais. Estas alcançam mais de oito bilhões de reais, sendo os Correios o mais elevado, chegando a mais de quatro bilhões de reais.

O descontrole fiscal não demorou a atingir de forma avassaladora o mundo privado.

Pelo país inteiro as fábricas fecham as portas. A Michelin, com mais de 70 anos atuando entre nós, cerra suas atividades, despedindo centenas de trabalhadores. O Bradesco fecha 346 agências e derrete 3 mil empregos em apenas 12 meses. A LG, uma gigante da tecnologia, encerra suas atividades no país, a Land Rover é a primeira do setor automobilístico a abandonar a sua produção no Brasil e outras lhe seguirão em virtude a desnecessária invasão chinesa, redes de supermercados encerram suas atividades, a Toyota segue o caminho da indústria automotiva conclui suas atividades em Indaiatuba, a CPA pede recuperação extrajudicial para negociar a dívida de 4,5 bilhões de reais, a Justiça homologo a  recuperação extrajudicial da Raízes e valida renegociação de mais de 61 bilhões de reais. Cito, apenas, para ilustrar alguns que já fecharam as portas, sem mencionar as que –mais de 300 empresas- que já deixaram o país, rumo aos EUA ou ao Paraguai.

O que fora construído ao longo dos anos, a fim de ampliar a integração brasileira na economia internacional, tanto no setor do agro negócio, quanto do industrial está sendo derretido num caldeirão de insanidades, fazendo sobrevir para o país tarifas capazes de ruir a nossa competividade, em razão dos rumos equivocados da política externa oficial do governo brasileiro e dos abalos ao estado de direito no nosso país. 

Que falar da proliferação de moradores de rua. Estes se multiplicaram no Governo Lula e das mulheres assassinadas nas condições típicas do feminicídio, que se multiplicaram igualmente, ambos ostentando índices até então inéditos e indesejáveis.  O lastimável estado da educação, ostentando tanto no ensino superior, quanto  nos indicadores do ensino básico, que colocam o Brasil entre os países mais calamitosos em todos os indicadores nacionais e internacionais.

A corrupção governamental superou o volume das que ocorreram nos mandatos pretéritos de Lula e estabeleceram um ambiente de normalidade, que contagia e denegri a nação, a ponto de se alastrar na opinião público mundial.

É espantoso, senão inqualificável, o discurso espasmódico e  costumeiramente proferido pelo Presidente da República, sob assuntos que requerem bom senso e estratégias, mas que se perdem em aleivosias, palavras de baixo calão dirigidas a uma plateia que exprime um riso caótico e abestalhado!

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