COMO AS DITADURAS RENASCEM

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COMO AS DITADURAS RENASCEM

A decadência e a morte da ditadura que atormenta o nosso país dão os sinais dos últimos dias. Uma morte dupla acomete o corpo frio e desfalecido do regime. O suicídio cometido pelo Supremo Tribunal Federal-STF e a morte decretada pelas urnas soberanas, são os fatores decisivos desta morte anunciada.

Por toda parte, todavia, fala-se em golpe de estado, destinado a impedir o êxito das urnas democráticas e o réquiem do corpo apodrecido da suprema corte. 

Eu mesmo, aqui nestas páginas, tratei deste assunto, logo que os primeiros sinais despontaram, principalmente em discursos do Presidente da República, Lula da Silva, sempre que sua mente distorcida, ora pela maldade que continha ou pela decrepitude de sua idade provecta.

O Presidente vem desenhando a narrativa, a primeira das ferramentas para por em prática os objetivos pretendidos. Repete a mentira para convertê-la em verdade: a defesa de uma falsa soberania e da intervenção norte-americana no processo eleitoral brasileiros. Lula compara as Forças Armadas a Deus e quer as mesmas preparadas “para ninguém meter o nariz em nosso país”, além de prevê para breve “o colapso da democracia” entre nós. Para ele, previdente como é face aos seus interesses, chegou a afirmar sem rodeios que “se as delações continuarem, nenhum de nós escapa”.

É sintomático, que a partir dessas peremptórias declarações, o mundo jornalístico torna-se o assunto de uma pauta cotidiano. Não foram poucos os jornalistas que prorromperam em suas manchetes e comentários –todos ligados a grandes órgãos da imprensa nacional, como Willian Waak, Augusto de Franco, Thais Herédia, Claudio Dantas, entre outros. Até O Globo entrou na mesma toada, sem falar na imprensa independente que a esse assunto dedicou rios de comentários.

O mundo inteiro, ainda não refeito do espetáculo grotesco do STF, repercutia, através da imprensa internacional a mais rematada vergonha nacional, expressa em síntese de artigo publicado no Wall Strett Journal, dando conta do golpe desferida por Alexandre de Moraes nas instituição brasileiras.

Enquanto no STF fervilhava o palco dos últimos destroços do estado democrático de direito, Lula da Silva cogitou convocar o Conselho de Estado, cuja finalidade era dar os passos mais definitivos para a instauração de um regime totalitário no país e sabe Deus o que teria acontecido, haja visto o que já vivemos nesses anos de ditadura.

A preparação do golpe de Estado salta aos olhos, até do menos arguto dos espectadores do panorama político. A campanha de Lula acaba de disparar suas flechas envenenadas, a fim de ferir de morte os concorrentes na disputa eleitoral. Ingressou no STF, escolheu como Relator o Ministro Flávio Dino, um dos responsáveis dos horrores morais da última reunião do malfadado tribunal, uma ação destinada a atribuir aos Estados Unidos da América ingerência no pleito presidencial brasileiro. 

A farsa, mais uma vez, desenrolar-se-ia perante os olhares estupefatos dos brasileiros, como se eles usassem ferraduras em vez de sapatos. Essa técnica de enganar e propagar a mentira foi a mesma usada pelos generais da ditadura argentina na guerra das Malvinas. Ela foi aurida no Mein Kanpf, o livro político de Hitler. A intenção é, com poucas palavras, desenvolver uma narrativa previamente construída, a repetição e principalmente um inimigo externo (o poderoso EUA), enfim, levar de enxurrada a consciência de um povo.

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