José Medrado

Mais do que certo, é de fato evidência da verdade, o velho e conhecido ditado popular: farinha pouca, meu pirão primeiro. Diante de toda esta angústia que estamos passando no Brasil, principalmente, e sempre, as camadas mais pobres, pois à frente da Cidade da Luz temos, no nosso possível, levando alimento para os moradores de ruas, recebendo todos os dias pessoas batendo na porta da nossa instituição pedindo cesta básica, além das que já ajudamos...e o Congresso Nacional não se sente sensibilizado em abrir mão da sua fatia do bolão, do fundo partidário, de R$ 2 bilhões de reais, para fazer frente a demandas dos que eles “representam”.É de se lamentar mesmo.

Ora, ora, querer encontrar sensibilidade em grande parte dos ditos representantes do povo é, realmente, uma ilusão, mas fazer uma pregação de que há necessidades pelo País afora de recurso para a saúde, de se instrumentalizar os hospitais de campanha, de ter material de proteção individual para os que estão entrincheirados no front, os heroicos trabalhadores da saúde, e não abrir mão desta dinheirama que eles têm assegurada para as suas campanhas...é missão quase que impossível. 

Será que realmente essa gente só se estabelece em seus cargos eletivos para a vivência do poder, pelo poder, sem um mínimo de ideal diretivo às camadas mais sofridas da nossa sociedade? Pergunto-me se realmente eles pensam em mitigar, minimizar a dor desta gente sofrida. Penso que não. Se assim não fosse o Brasil não estaria com a metade de sua população vivendo sem saneamento básico, para apenas falar em processo de prevenção, de sobrecarga do SUS. 

Há sempre muito ego e interesses pessoais do que empatia, que sempre será a capacidade de se colocar no lugar do outro, de entendê-lo, de buscar compreender o que passa em sua mente, em razão inclusive das dificuldades da vida que enfrenta, para ter uma visão do porque aquela pessoa se sente do jeito dela,  porém não a partir da nossa perspectiva, mas tentando pensar como o outro, com as suas crenças,  valores e dificuldades. Geralmente, esses ditos representantes do povo o são, de fato, representantes,  mas do seu povo.
    
 


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