Fim de um ciclo: 6 anos à frente da Coordenação do Mestrado e Doutorado — PPGCFTG

Encerro um ciclo de seis anos à frente da Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Controladoria, Finanças e Tecnologias de Gestão da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Foi um período de muito aprendizado e crescimento para mim. Saio com o sentimento de dever cumprido e com a certeza de ter entregado o que tinha de melhor e o que esteve ao meu alcance.
Elenco algumas práticas que ajudei a desenvolver:
1. O doutorado direto, que conseguimos aprovar num momento em que pouquíssimo se falava nesse modo de entrada.
2. O encontro com a coordenação, onde os candidatos podiam tirar dúvidas sobre o programa - o programa foi pioneiro na UPM, em uma época em que se considerava inapropriado ter contato com os futuros candidatos.
3. A linha direta da graduação para o mestrado. Por meio dela, tivemos alguns alunos da graduação em Ciências Contábeis que, ao término do curso, já ingressaram no mestrado. Posteriormente outras universidades começaram a adotar essa prática.
4. A formatura dos titulados, uma noite em que os titulados e suas respectivas famílias se congraçam em uma cerimônia singela, mas de muito significado.
5. A alocação de orientadores logo nos dois primeiros meses de curso, com possibilidade de realocação em função de melhores sinergias.
6. A comunidade de embaixadores do programa, que tem como função reconhecer e, ao mesmo tempo, acolher futuros candidatos.
7. A newsletter do programa, com execução dos discentes, que se esmeraram na produção de notícias.
8. O corpo docente — quatro professores foram contratados no período da minha coordenação, sendo que dois deles foram inicialmente contratados para a graduação, quando eu atuava como uma espécie de vice coordenador do curso, e depois migraram para o stricto sensu.
A nota 5 CAPES no último e mantida no atual quadriênio é fruto de toda a comunidade e envolve o trabalho de coordenadores anteriores e o apoio institucional da equipe da Coordenadoria de Pós-Graduação na pessoa da Profa. Regina, a quem agradeço a parceria nesses anos. Do ponto de vista da eficiência, o programa talvez seja um dos mais eficientes em termos da relação aluno/professor e financeiramente, pois não tem bolsa dos órgãos de fomento externos e nem internos. Por ser um programa profissional entendo que tem o verdadeiro impacto, que é o aperfeiçoamento de pessoal de ensino superior (sigla da CAPES. No caso do programa, profissionais que atuam no mundo corporativo saem dos seus trabalhos e frequentam as aulas de sextas-feiras à noite e sábados de manhã e para na semana seguinte aplicarem esse conhecimento adquirido e resolverem problemas que melhorem as práticas das empresas que atuam.
Evidentemente, vivenciei momentos mais complexos, principalmente quando fiz ajustes no quadro de professores. Também vivenciei a perda de um importante colega, o Prof. Vallim, que dedicou toda uma vida à universidade e ficou 6 anos no programa, sempre com extrema dedicação.
Deixo minha pequena contribuição para a cultura do programa com base em alguns conceitos e princípios que se impregnaram na cultura e no jeito de ser da comunidade acadêmica do programa:
- O primeiro é o “Gente Boa é para Brilhar”: que passa a ideia de que os discentes têm esse espaço onde podem mostrar, desenvolver e aperfeiçoar seus talentos e virtudes. Isso nos levou, enquanto coordenação e corpo docente, a procurar e desenvolver oportunidades para que nossos mestrandos e doutorandos ocupassem espaços onde pudessem atuar como docentes, avaliadores de artigos, membros de bancas de TCC e condutores de seminários, entre outros.
- O segundo é o “Conhecimento é criado de forma colaborativa”, que passa a ideia de que discentes e docentes são coautores das produções desenvolvidas. Docentes participam verdadeiramente dessa produção, com visitas e orientações nas empresas em que os discentes trabalham.
- O terceiro, criado pelo Doutor Vinicius Toporcov — egresso do programa, hoje residente na Alemanha e atuando como CFO —, é “o melhor do programa são as pessoas”. Esse sentimento é bem presente na nossa cultura. O corpo discente tem prazer em se encontrar para as aulas e atividades, e é nítido o espírito de colaboração entre discentes e docentes.
- O quarto é o “propósito de transformar a sociedade por meio da solução de problemas complexos e relevantes, com o uso de métodos baseados em evidências e do estado da arte do conhecimento”, o que inclui tanto teorias quanto o conhecimento prático, característica de programas profissionais.
Por fim, sou grato a muitas pessoas, mas principalmente à Tais Santos, que secretariou e me apoiou em todas as horas com grande dedicação e competência. Agradeço: ao Diretor Parisi pela confiança e apoio; ao Reitor Marco Tulio pela confiança; Profa. Ana Fontes pelo apoio constante; e todo corpo docente que atuou comigo nesse período, sempre com muita competência, e dedicação. Sou grato aos Professores: Octávio e Ronaldo pelo permanente apoio nesse período; Ermel e Poltronieri pela troca de ideias; aos colegas de coordenação do CCSA, Bido, Cappellozza e Scarano, pela cooperação; Formigoni, meu antecessor que ajudou muito na transição; Yoshikuni, o novo coordenador, que certamente conduzirá o programa para altos patamares.
Sou muito grato ao corpo discente atual e aos 85 titulados que confiaram suas jornadas acadêmicas ao nosso programa durante esse período.
De minha parte, seguirei fazendo da melhor forma as atividades de pesquisa, aulas e orientações. Agora é pausa para um descanso e já encaminhando novos projetos individuais de impacto na sequência.
José Carlos Oyadomari (PhD). Possui mais de 40 anos de experiência empresarial nas áreas de controladoria e contabilidade gerencial. Professor desde 1983, atualmente leciona no Insper e no Mackenzie. Sócio da True Port Advisors (M&A). Consultor, conselheiro de empresas e palestrante. Atua sempre com foco em melhorar o Desempenho e a Governança das empresas. Coautor do livro Contabilidade Gerencial (Gen Atlas). Instagram: @prof.oyadomari. Site: https://oyadomari.pro.br.


