O CERCO AO TERROR

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O CERCO AO TERROR

A notícia correu rápido e já é do conhecimento de todos. Finalmente, os Estados Unidos da América, decidiram classificar o PCC e o CV, conhecidas facções criminosas sediadas no Brasil, como organizações terroristas transnacionais, semelhantes àquelas atuantes em outras partes do mundo, como o Hamas, o Hezbollah, Al-Qaeda, Talibã, entre outras.

Há meses o Governo norte-americano vem negociando com o Brasil a adoção dessa medida, tal como fizeram muitos países latino-americanos, integrantes do Escudo das Américas. Porém, o Governo brasileiro insiste que esta designação afeta a soberania nacional e a ela se opõe. Recentemente, o presidente brasileiro, Lula da Silva, esteve em Washington, culminando com um demorada reunião com o Presidente Donald Trump em que este assunto foi tratado, entre outros, ocasião que o mandatário brasileiro reafirmou sua posição e comprometeu-se em montar, finalmente, uma política de segurança nacional, contemplando a matéria em discussão.

Ao que tudo indica, os termos de tal política, elaborada ao final do governo do petista, não pareceram suficientes para dar conta dos objetivos enunciados e não logrou êxito na visão do experiente presidente norte-americano.  

Dias depois, coincidência ou não, Trump convidou o pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, a fim de que comparecesse ao Salão Oval da Casa Branca para uma reunião. Nela, Bolsonaro discorreu sobre o tema das organizações terroristas e pediu a imediata classificação das mesmas no rol das que participam das vastas implicações, principalmente financeiras e ideológicas, na teia do terrorismo transnacional. 

Bolsonaro também tratou do assunto com o Secretário do Departamento de Estado, Marco Rubio, e com o Vice-presidente Vance e a eles entregou documentos importantes que detalhavam as imbricações entre o PCC e o CV com os terroristas do Oriente Médio, atuantes na tríplice fronteira do Brasil com a Argentina e o Paraguai.

O renomado escritor português, José Saramago, em Ensaios sobre a Cegueira, diz, em um trocadilho interessante: “penso que não cegamos, penso que estamos cegos. Cegos que veem, cegos que, vendo, não veem”. É o que acontece com muitos brasileiros. Será que não viram que ao longo dos governos petistas o Brasil é dominado, em cerca de 25% do seu imenso território, pelo crime organizado, que os faccionados se instalaram nos salões da República e que não somos há muito tempo uma nação soberana, que a imensa fortuna financeira da bandidagem irriga os ricaços da Faria Lima?

Com as medidas adotadas pelos EUA fica evidente que nos deslocamos do campo diplomático ou de mera cooperação para um terreno que os norte-americanos consideram de segurança nacional, ou seja, a defesa do seu povo contra a infestação da doença e a destruição da própria cultura, através da infiltração massiva das drogas e financiamento dos grupos terroristas.

Cabe ao governo brasileiro cumprir a missão que por mais de 20 anos foi abandonada e considerada de importância mínima e, por muitas vezes, serviu aos interesses do partido dominante. Ao contrário, o crime organizado colheu benefícios em centenas de habeas corpus concedidos por ministros do STF, pela devolução de quantias astronômicas aos que lesaram os cofres públicos etc...   Engolfado em meio a mais brutal e desgovernada corrupção, isolado e sustentado por interesses pessoais e criminosos, o Governo esquerdista perdeu por completo a autoridade e os meios de eliminar o crime em nosso país. 

Diga o que disser o combalido e inútil governo de Lula com sua verborrea soberanista, somente um governo democrático, ancorado na legitimidade constitucional poderá impedir a continuidade desse conflito com os Estados Unidos e suas consequências indesejadas.

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