O FRACASSO DO GOLPE

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O FRACASSO DO GOLPE

Muito se tem falado num golpe de estado na hipótese realista do triunfo eleitoral de Flávio Bolsonaro. Realmente, essa tendência ou desconfiança se confirma a cada nova declaração do atual Presidente da República, Lula da Silva e os corifeus da suprema corte do país. Os analistas mais credenciados e bem informados do país, presentes inclusive na imprensa estatizada do passado e os jornalistas independentes de uma imprensa comprometida com o futuro democrático do Brasil sustentam que o golpe está sendo construído para logo que urnas confirmem a vitória do candidato da oposição.

Aqui mesmo nestes comentários, sou obrigado a revelar que as informações que me chegam são por demais suficientes para confirmar essa hipótese medonha. É chegada a hora, todavia, de enveredar por um caminho, que não seja, apenas, a constatação desse ardil, mas também responder a esta pergunta vital: o regime ditatorial vigente no país detém ainda as condições objetivas e necessárias para desferir este golpe no que sobra de nossas instituições nacionais, como já teve no passado recente? 

A realidade política brasileira sofreu grandes e significativas alterações, em relação às quais devemos estender as nossas mãos e incluir estes novos atores na luta democráticas que travamos, quando muito desses atores solidarizam-se com os apoiadores da tirania, localizada no STF e no Governo do atual Presidente da República.

Atualmente o poder judiciário supremo, com as devidas ressalvas, é um antro de malfeitores, acusados de crimes pelos quais deverão pagar. As nossas leis e a Constituição de 88, no que pese ser uma carta à altura das grandes democracias do mundo, foi afrontada e vilipendiada por aqueles que deveriam curvar-se a seus ditames e zelar pela sua aplicação. A imprensa brasileira converteu-se em um poderoso instrumento de validação das ilegalidades e crimes cometidos em nome da democracia, que desfiguraram processos legais e penalizaram centenas de inocentes às prisões, à censura e aos exílios. Neste momento, vemos sinais autênticos de uma imprensa que se renova, para desempenhar os papéis democráticos que dela se espera.

Muitos brasileiros, cidadãos de bem e amantes do seu país, caíram no conto do vigário, que só as ditaduras e aquelas que contam com a proteção das leis e de muitas instituições oficiais, religiosas, acadêmicas entre outras são capazes, a fim de ilaquear a boa fé reinante do povo. Esses assumiram o epíteto de “isentões” e terminaram por pagar um preço que repercute até hoje. 

Não há espaço para “isentões” nos dias de hoje, quando lidamos com a opção inelástica de escolher entre a liberdade e continuar submetidos a um regime totalitário, boçal e violento. A nossa opção, ainda que com ela não tenhamos uma plena identidade, como, aliás, acontece em qualquer eleição no mundo todo, é a de agarrarmo-nos, talvez, a última oportunidade de começar uma nova história.

O golpe, que se pretende encetar sob a falsa alegação que uma nação estrangeira interfere indevidamente no nosso processo eleitoral, obrigamo-nos a convocar o nosso povo para defender a integridade do processo eleitoral e a defesa da própria Constituição.

É dever de nossas Forças Armadas proteger a Nação contra o golpe que se quer desferir e, através do apoio popular, assegurar a integridade das instituições democráticas, assumindo por inteiro a missão legalista das instituições militares.

Comentários

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Rizodalvo Menezes
De pleno acordo. Por sectratarde verdade insofismavel revelada nesse artigo

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