Na sua famosa correspondência com A. Einstein, em 1932, Sigmund Freud interpretou a guerra entre nações como parte integrante da natureza humana, uma pulsão inevitável da morte, a ação de Thanatos, deus da mitologia grega, filho de Nix (a noite) e Érebo (a escuridão). Thanatos assenhoreava-se da vida dos homens e lhes condenava à uma morte suave. Na aludida correspondência com autor da Teoria da Relatividade, o aclamado médico assinalava que a violência era constitutiva dos seres humanos e que não era susceptível de eliminação, porém atenuada através de Eros, contendo dessa forma os impulsos destrutivos da violência inata.
Sob este ponto de vista freudiano é possível dizer que a propensão à guerra, dependendo dos fatores históricos em confronto, era difícil e até impossível de evitar. Os elementos culturais e filosóficos circundantes podem, eventualmente, serem tão poderosos que funcionarão como vetores para evitar ou adiar conflitos armados entre países.
Somos educados para a paz. Desde crianças rezamos pelo catecismo da não violência. Todavia, ainda que esta formação nos conduza em interceder pela paz, os fatores reais e certas circunstâncias consideradas muito fortes, nos conduzem a relativizar os compromissos pacifistas e levar em conta os riscos potenciais para a humanidade a posse e o uso de uma arma nuclear por um país, cujo regime político teocrático ostenta instituições totalitárias, cultua uma cultura de segregação, onde mulheres e gays estão submetidos a estatutos extremamente cruéis e os últimos acontecimentos dão conta de um genocídio do Estado contra seu próprio povo.
A guerra que os Estados Unidos da América e Israel moveram contra o Irã tinha como objetivos impedir que o país muçulmano detivesse a completa tecnologia para fabricar uma bomba nuclear, desarmar o poderoso arsenal de mísseis e outros artefatos de guerra, eliminar o poder naval do Irã e de sua Guarda Revolucionária, finalmente, destituir a ditadura teocrática e assegurar ao povo iraniano as liberdades democráticas.
Ninguém duvida que os EUA detém a maior e mais tecnológica força militar do mundo, mas ninguém pode duvidar que o regime dos aiatolás vem há muito tempo cultivando um aparato de guerra de grandes proporções e modernidade, capaz de causar grandes danos a economia global e infringir dificuldades militares aos seus oponentes. É uma guerra cujo desfecho terá proporções tecnológicas e destrutivas. Talvez, por isso, o cientista do século passado, Albert Einstein, anteviu: “não sei como será a Terceira Guerra Mundial, mas sei como será a Quarta: paus e pedras”.
Ainda nestes dias o regime dos aiatolás, determinou o enforcamento de vários jovens, presos durante as manifestações políticas do último mês de janeiro, reprimidas pelo regime com mais de 35 mil mortos. O mundo tomou conhecimento de julgamentos a porta fechada, sem adequado direito de defesa, que condenaram sumariamente o jovem lutador, campeão de wresting, Saleh Mohammadi, de 19 anos de idade e mais quatro de seus companheiros. Sob a estúpida acusação inescrupulosa de “guerra contra Deus”, Melika Azizi, uma jovem de 18 anos, foi presa em janeiro de 2026, permaneceu 45 dias no cárcere em solitária, e no tribunal político que a julgou recusou-se a pedir clemência e disse para o juiz que proferia sua condenação: “você deixa tantos jovens sangrarem. Como posso ficar em silêncio? Eu não me importo, apenas me mate”.
A menina, na flor da idade e dos sonhos, não existe mais. Remanesce a lembrança de seu lindos cabelos negros, olhar sereno e convicto de suas ideias. Melika foi silenciada para sempre, mas suas palavras serão sempre respeitadas e admiradas por todos neste mundo. Por todos aqueles que prezam as liberdades e os direitos humanos.
Contudo, o opróbio e a vergonha cobrirá o espírito malévolo de Lula da Silva, o nefasto e apedeuta Presidente do Brasil que não se acanhou de dizer que devemos tolerar as leis injustas e imorais do islamismo totalitário e suporta-las até à morte.
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