A ambiguidade "Wagniana" e "ozamigos": será o ocaso do Galego?

Por Da Redação
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A ambiguidade "Wagniana" e "ozamigos": será o ocaso do Galego?

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Não é de hoje que grupos comentam a postura de Jaques Wagner, sempre ambíguo em relação ao que realmente importa para o país e para a Bahia — que o elegeu duas vezes governador e senador. Note que a ambiguidade "Wagniana" é seletiva: ela não atinge a si mesmo, apenas o que deveria ser sua prioridade e que, claramente, já deixou de ser: o Partido dos Trabalhadores.

​Não sei precisar quando essa mudança de interesses se cristalizou, mas os bastidores — que sempre sabem muito mais do que o que vira notícia — contam que Wagner dedica os últimos dez anos a um projeto pessoal, preferindo cuidar da própria vida a se desgastar com os interesses do partido.

Amicíssimo de Guilherme Sodré — ex-marido de Fatinha, sua esposa —, Wagner usou sua cota de influência na eleição de Jerônimo Rodrigues para entronizar na Secretaria de Meio Ambiente seu enteado, Eduardo "Dudu" Mendonça Sodré Martins. Com atuação voltada aos interesses do padrasto e de sua turma, Dudu foi alvo de críticas do próprio Lula durante a assinatura do Parque Tecnológico Aeroespacial, no Cimatec. Uma fonte desta coluna, presente na ocasião, afirmou que, ao avistar Dudu, Lula cobrou resolução sobre questões ambientais e disparou: quem manda na Bahia é o governador eleito pelo povo, não empresários. Não se sabe se o secretário resolveu a bronca ou se Wagner, usando sua força junto ao presidente, empurrou o problema com a barriga, jogando sempre a favor de si e de seus protegidos.

​Outros dois episódios recentes confirmam que o senador se afastou, e muito, da bússola que um dia guiou sua atuação política.

​Primeiro, na votação da PL da Dosimetria. Wagner foi acusado por aliados, como Renan Calheiros, de presentear com um "peru de Natal" os golpistas que atentaram contra a democracia. Em dezembro de 2025, o senador admitiu o acordo com a oposição que aprovou o PL na CCJ, deixando Lula em polvorosa. O líder do governo, na época, confessou ter feito o acerto sem nem consultar o Palácio do Planalto.

​Depois, o famigerado “Caso Messias”. Wagner, líder do governo no Senado, foi o fiador da indicação, mas sua atuação gerou tensões por rumores de que não estava se esforçando para angariar os votos necessários. O “Sorriso de Monalisa” de Wagner entrou para a história após a humilhante rejeição da indicação ao STF. Lula, como se sabe, não ficou nada feliz.

​Mas a cereja do bolo da amizade estremecida não foi nenhum desses casos. Lula perguntou a Wagner se ele tinha "algo" a esconder sobre a aproximação com Daniel Vorcaro, seus asseclas e o Banco Master. Wagner jurou que não. Fontes de Brasília garantem que essa "pequena mentirinha" abriu um buraco na confiança do presidente, algo muito mais profundo do que qualquer outra divergência.

​Isto posto, a situação de Wagner pós-busca e apreensão — com o catálogo de relógios fakes e não  fakes, apartamentos, ingressos de shows e viagens de jatinho descobertos — não é nada confortável. Nem para ele, nem para Lula, cuja barba, se não estava de molho antes, acabou de arrumar uma bacia bem grande para descansar.

​Carvalhada 1: E agora, Flávio?

Como tudo na vida tem dois lados, Flávio Bolsonaro não pode mais alegar perseguição política para justificar suas gravações "amorosas" com o "irmão" Daniel Vorcaro. A premissa de André Mendonça vale para todos, não é?

​Carvalhada 2: Dudu, cadê tu?

Dizem as péssimas línguas da Bahia que a queda de Eduardo Sodré Martins é questão de tempo. E não é só pelos BOs da digníssima esposa - Bonnie de Bonilha, uma vez que a Polícia Federal aponta que a BK Financeira, de Bonnie, recebeu cerca de R$ 12 milhões do Banco Master entre 2022 e 2025, nem só porque as investigações focam na suspeita de que esses pagamentos sejam o canal para repasse de vantagens econômicas ao senador, em troca de apoio e atuação política para beneficiar o banco. Segundo fontes de jornalistas amigos, vem muito mais coisas por ai.

Vamos aguardar mais notícias.

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