ACM Neto 'chama' Angelo Coronel para diálogo e diz que chapa ‘puro-sangue’ do PT sairá derrotada das urnas este ano: ‘Vão perder os três de uma vez só’
Neto tenta captar senador do PSD depois do impasse em torno das vagas ao Senado na chapa governista da Bahia

Foto: Emilly Lima/Farol da Bahia
O vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, fez convite extra-oficial ao senador Angelo Coronel (PSD), nesta quinta-feira (15), para unir forças nas eleições gerais deste ano. O “chamamento” veio em meio ao cortejo da Lavagem do Bonfim.
Neto tenta captar o senador depois do impasse em torno das vagas ao Senado na chapa governista da Bahia. Nos bastidores da política estadual, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) reacendeu rumores de chapa puro-sangue ao Senado com Wagner e Rui Costa. Com isso, a solução encontrada pelo partido foi a oferta da suplência a Coronel, o que não agradou o político.
“Se [Angelo] Coronel quiser fazer parte disso e quiser continuar senador, existe espaço para dialogar conosco. Nós só vamos tratar desse assunto se houver essa possibilidade”.
ACM Neto disse ainda acreditar que o grupo petista perderá o governo do estado para a candidatura dele próprio e também as vagas ao Senado.
“Depois de 20 anos, eles não conseguem mais separar o que é o público do que é o partidário. Então, eles se acham numa posição de tal força política que podem impor três do PT. Vão perder os três de uma vez só, é o que eu acredito. Os três vão perder de uma vez só. Nós vamos pegar essa panela, vamos fazer ela entornar e ela vai virar de uma vez só e a gente começa a construir uma nova história em 2026”, analisou o ex-prefeito de Salvador.
Apesar de ter confirmado que concorrerá ao governo do estado ainda em dezembro de 2026, a chapa de ACM Neto ainda não foi definida, o que tem gerado aproximação de outros políticos. Em entrevista ao Farol da Bahia na quarta-feira (14), o ex-deputado Marcelo Nilo (Republicanos) sinalizou que está aberto a acordo com Neto, para disputar Senado contra Rui Costa. O ex-prefeito de Salvador deixou a questão em aberto.
“Não tem nenhuma razão para ser antes da oficialização das candidaturas. A gente vai acompanhar os fatos, vai ver o desdobramento do que acontece com Jerônimo e companhia. Não que eu dependa dele, mas também não vou resolver o problema deles e eu não tenho pressa”, ponderou.
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