AGU suspende salário de R$ 48 mil de procurador preso durante investigações da Farra do INSS
Investigações indicam que Virgilio Oliveira Filho recebeu R$ 11,9 milhões de empresas relacionadas às associações envolvidas em fraudes

Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados
A Advocacia-Geral da União (AGU) suspendeu o pagamento da remuneração do procurador federal Virgilio Oliveira Filho, preso desde novembro de 2025, diante das investigações da chamada Farra do INSS. Com a medida, o procurador federal deixa de receber remuneração no valor total de R$ 48 mil por mês.
Em relação à remuneração recebida por Virgilio Filho, R$ 32.439,52 provinham do salário, enquanto os outros R$ 15 mil eram complementados a remuneração dele devido a honorários.
A suspensão do salário ocorreu devido à prisão preventiva do procurador, decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, devido à suspeita de que ele teria recebido R$ 11,9 milhões de empresas relacionadas às associações investigadas.
Diante da prisão, integrantes da Advocacia-Geral da União compreenderam que com a restrição da liberdade, Virgilio ficaria impedido de se apresentar ao serviço, o que motivou a suspensão dos subsídios recebidos pelo procurador federal.


