Após falta de ônibus no 2º turno, abaixo-assinado por impeachment de Bruno Reis supera 3.500 assinaturas
Petição pede apuração da responsabilidade do prefeito pelas dificuldades de transporte no dia da votação

Foto: Secom/PMS | Valter Pontes/Secom
Um abaixo-assinado que pede a apuração da responsabilidade do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), pela falta de ônibus durante o segundo turno das eleições ultrapassou 3.500 assinaturas na tarde deste domingo (25). A mobilização foi publicada na plataforma Petição Pública.
O texto aponta que a oferta insuficiente de transporte teria dificultado a chegada de parte da população aos locais de votação. Os organizadores pedem que seja investigada uma possível responsabilidade político-administrativa do prefeito.
A petição solicita a análise das medidas legais cabíveis caso seja comprovada uma ação ou omissão deliberada que tenha comprometido o direito ao voto. O documento também ressalta a necessidade de respeito ao devido processo legal e à ampla defesa
Leia na íntegra:
"Solicita-se a apuração da possível responsabilidade político-administrativa do prefeito de Salvador, Bruno Reis, diante de denúncias de insuficiência na oferta de ônibus durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, situação que teria dificultado o deslocamento de parte da população até os locais de votação. Caso seja comprovado que houve ação ou omissão deliberada que comprometeu o exercício do direito ao voto, requer-se a análise das medidas legais cabíveis, inclusive quanto à possibilidade de responsabilização, respeitando o devido processo legal e a ampla defesa."
Falta de ônibus em Salvador
Desde o início da votação, passageiros denunciaram demora nos pontos e superlotação dos coletivos. Uma fiscalização do Procon-BA identificou 252 ônibus em condições de circular parados em três garagens, segundo balanço informado pelo secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas.
Após ser acionado pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, o TRE-BA determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e o retorno de toda a frota às ruas, com gratuidade e frequência de dias úteis. A decisão estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento.
Bruno Reis afirmou que 75 ônibus ficaram nas garagens para a retirada de adesivos eleitorais. A prefeitura informou que o serviço havia sido normalizado.


