Artista visual Ludmilla Sena destaca impacto do diagnóstico de autismo em trajetória pessoal e artística
Em entrevista ao No Espectro, convidada relaciona vivência tardia com o TEA ao projeto “Desconstruções”

A artista visual Ludmilla Sena afirmou que o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) marcou uma mudança decisiva em sua vida pessoal e profissional. Em participação no podcast No Espectro, apresentado por Pedro Mendonça, a convidada relatou como a descoberta influenciou diretamente sua produção artística e motivou a criação do projeto “Desconstruções”.
Segundo Ludmilla, o momento do diagnóstico representou um ponto de virada. A partir disso, ela passou a abordar o tema do autismo de forma mais direta em seus trabalhos, utilizando a arte como ferramenta de expressão e conscientização.
Durante a entrevista, a artista também destacou que sua trajetória reflete a realidade de muitas pessoas com autismo, especialmente aquelas diagnosticadas na vida adulta. Ela ressaltou que sua condição, classificada como nível 1 de suporte, muitas vezes não é percebida de imediato. “é uma condição que realmente, a um primeiro olhar, ela é muito invisível”, explicou.
Ludmilla ainda chamou atenção para os desafios enfrentados antes do diagnóstico, atribuindo parte das dificuldades à falta de informação sobre o espectro autista. “Muitas das coisas que eu passei antes de ter o meu diagnóstico foram coisas desnecessárias”, afirmou, ao mencionar a ausência de suspeita por parte de profissionais de saúde, mesmo após mudanças nos critérios diagnósticos.
No episódio, a artista reforça a proposta do projeto “Desconstruções”, que busca ampliar o entendimento sobre o autismo em adultos e dar visibilidade a experiências frequentemente negligenciadas. A iniciativa reúne registros fotográficos e relatos de pessoas neurodivergentes, com o objetivo de promover informação e sensibilização social sobre o tema.
O episódio com Ludmilla Sena vai ao ar dia 21, às 13h, no podcast No Espectro.


