Atenção aos sintomas leves

Confira o nosso editorial desta quarta-feira (31)

[Atenção aos sintomas leves ]

FOTO: Reprodução

Estudos  recentes conduzidos no IMT-Usp (Instituto de Medicina Tropical, da Universidade de São Paulo) mostram que, em alguns pacientes com sintomas leves, a covid-19 pode permanecer ativo no organismo por um período superior aos 14 dias de isolamento recomendados no Brasil. 

O estudo é embasado, por certo, como o caso de duas mulheres, de aproximadamente 50 anos, da Região Metropolitana de São Paulo. De acordo com a pesquisa, uma delas foi atendida pela primeira vez em meados de abril de 2020. Ela relatou aos pesquisadores que há 20 dias apresentava sintomas como tosse seca, dor de cabeça, fraqueza, dor no corpo e nas articulações. 

Um exame de RT-PCR feito 22 dias após o início do quadro confirmou a presença do vírus no organismo e, nos dias seguintes, a paciente apresentou náusea, vômito, perda de olfato e paladar. Um segundo teste molecular feito 37 dias após o início dos sintomas também teve resultado positivo. Em meados de maio, a maioria das queixas havia desaparecido, exceto dor de cabeça e fraqueza.

No segundo caso relatado, a paciente apresentou febre, dor de cabeça, tosse, fraqueza, coriza, náusea, dor no corpo e nas articulações em meados de maio. O primeiro teste de RT-PCR foi feito cinco dias após o início dos sintomas e deu positivo. Como o problema persistiu, um segundo teste foi feito no 24º dia e, novamente, a presença do RNA viral foi confirmada. Ao todo, a paciente permaneceu sintomática durante 35 dias, relatam os pesquisadores.

As análises da pesquisa é que o RNA viral permanece detectável por mais tempo na saliva e na secreção nasofaríngea. Em 18% dos voluntários, o teste de RT-PCR nesse tipo de amostra permaneceu positivo por até 50 dias. Entre estes, 6% mantiveram-se transmissores [com o vírus ainda se multiplicando] durante 14 dias.

Na avaliação do estudo, os dez dias de isolamento recomendados atualmente pelo Centro de Controle de Doenças dos EUA podem não ser suficientes para evitar novas contaminações.


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