Brasil cobra ampliação da representatividade no Conselho de Segurança da ONU
Itamaraty defende mudança na composição do órgão

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O governo brasileiro voltou a cobrar mudanças na estrutura do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (8), o Itamaraty afirmou que o órgão precisa ser mais representativo para responder aos desafios internacionais.
A manifestação ocorreu após a eleição de cinco novos membros não permanentes do Conselho. Áustria, Quirguistão, Portugal, Trinidade e Tobago e Zimbábue foram escolhidos pela Assembleia Geral da ONU no dia 3 de junho e terão mandato entre 2027 e 2028.
Ao cumprimentar os países eleitos, o Ministério das Relações Exteriores destacou a responsabilidade do Conselho na manutenção da paz e da segurança internacionais. A pasta também afirmou que a reforma é necessária para ampliar a legitimidade das decisões tomadas pelo órgão.
A pauta é defendida pelo Brasil há anos e ganhou mais espaço na política externa do governo Lula. A diplomacia brasileira avalia que a composição atual concentra poder em poucos países e não acompanha as mudanças no cenário internacional.
Hoje, o Conselho de Segurança tem 15 integrantes. Cinco ocupam cadeiras permanentes: China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia. Os outros dez são eleitos para mandatos temporários de dois anos.
A principal diferença entre os dois grupos está no poder de veto. Apenas os membros permanentes podem barrar resoluções. Na prática, uma proposta pode ser rejeitada se qualquer um dos cinco votar contra, mesmo que tenha apoio dos demais integrantes.


