Cabo investigado por vender armas para facções da Bahia utilizava emoji para ocultar identidade
As investigações ainda buscam esclarecer como os itens eram desviados.

Foto: TVGlobo.
O cabo do Exército Deivison dos Santos Feira, investigado pela Polícia Civil da Bahia e o Ministério Público por fornecer munições, granadas e armas para integrantes de facções do estado, utilizava uma emoji para ocultar sua identidade durante os acordos com traficantes.
A foto de perfil do militar era uma imagem de extraterrestre, como forma de evitar que fosse identificado sua identidade. Porém, ele acabou sendo identificado por ter fornecido dados como o CPF e a Chave PIX para receber os valores.
As suspeitas da atuação do cabo surgiram após investigadores encontrarem mensagens e áudios em celulares apreendidos durante operação contra tráfico de drogas no bairro de Itapuã, em Salvador. À época quatros homens também forma presos.
Durante as apurações, policiais descobriram que Deivison negociava quantidades, preços e formas de pagamento de munições de calibres 5.56 e 7.62, granadas e até armamentos, como pistolas e um fuzil G3.
As investigações ainda buscam elucidar como o material era desviado. Entre as hipóteses está de que os itens eram retirados durante os treinamentos militares e os registros internos eram alterados como forma de encobrir o esquema.
Deivison, alvo de uma operação que resultou na prisão de 33 suspeitos de envolvimento no caso, já está preso preventivamente por determinação da Justiça Militar da União, devido a um inquérito que investiga furto de coletes à prova de balas que pertenciam ao 6º Batalhão de Polícia do Exército (6º BPE).


