Casa Branca critica novamente o Brasil por criação do Pix e atuação econômica do Mercosul
Texto foi publicado nesta última quarta-feira (1º) detalhando negócios econômicos dos Estados Unidos com outros países

Foto: White House photo by Molly Riley
A Casa Branca Publicou nesta última quarta-feira (1º) detalhando negócios econômicos dos Estados Unidos com outros países. No relatório, o governo estadunidense crítica políticas econômicas e comerciais brasileiras como o Pix, as tarifas do Mercosul e a "taxa das blusinhas".
Segundo a Casa Branca, o documento é um "complemento" à agenda da Política Tarifária adotada por Donald Trump. O governo dos EUA diz que o suposto objetivo é de destacar as principais barreiras comerciais impostas aos produtos estadunidenses.
Uma das políticas econômicas brasileiras criticadas é o Pix, meio de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central (BC). Para a Casa Branca é um problema que a autarquia seja responsável por "deter, operar e regular" o Pix.
“Isso prejudica os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA. O Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas”, destaca.
O Pix já foi atacado por Donald Trump anteriormente. Em 2025, após anunciar tarifas de 50%a produtos brasileiros, a Casa Branca apontou supostas "práticas desleais" e incluiu também a rua 25 de março, em São Paulo, como um problema. O texto afirmava que a "pirataria permaneceu por décadas como um dos maiores mercados de produtos falsificados”.
Mercosul e "blusinhas"
No texto são detalhadas medidas que os Estados Unidos consideram "protetivas" e tece críticas a taxas de importação adotadas pelo Brasil. “O Brasil impõe tarifas relativamente altas sobre as importações […] incluindo automóveis, autopeças, tecnologia da informação e eletrônicos, produtos químicos, plásticos, máquinas industriais, aço e têxteis e vestuário.”
No relatório, o país afirma que os exportadores americanos estariam enfrentando "incertezas significativas" no mercado brasileiro, porque o Brasil “frequentemente modifica as taxas alfandegárias dentro das flexibilidades do Mercosul”.
Uma outra medida criticada é a "taxa das blusinhas". A medida, sancionada em 2024, estabelece uma alíquota de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, além da cobrança do ICMS. Para valores superiores a esse montante, a tributação chega a 60%, com desconto fixo de US$ 20.


