Caso Henry Borel: Jairinho e Monique são julgados nesta segunda-feira (23) pelo Tribunal do Júri
O julgamento ocorre cinco anos após o crime e deve durar 10 dias.

Foto: Henry Borel. Créditos: Reprodução | Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida. Créditos: Reprodução/Record TV
O 2º Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça vai começou a julgar, nesta segunda-feira (23), o padrasto e a mãe do menino Henry Borel, que morreu em 8 de março de 2021, aos 4 anos de idade, com sinais de agressão no apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.
O julgamento, que ocorre após anos de trâmites processuais e recursos da defesa, vai ser presidido pela juíza Elizabeth Machado Louro e deve durar, no mínimo, 10 dias. Durante esse período, os réus Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, bem como as 26 testemunhas intimadas no processo, vão prestar depoimento, vão ocorrer debates entre a defesa e acusação e a deliberação por parte do júri.
Em relação às teses que devem ser apresentadas, o Ministério Público deve sustentar que o menino foi vítima de de agressões intencionais e reiteradas, incluindo a ação direta de Jairo e a omissão de Monique, com a expectativa de condenar ambos a 35 anos de prisão. A defesa de Jairo, por sua vez, deve negar a autoria do crime, alegando uma queda acidental da cama, apresentar uma tese de erro médico e apontar nulidades processuais. Por fim, a defesa de Monique vai defender que ela foi manipulada e enganada pelo companheiro, bem como a inexistência de dolo ou omissão.


