Cesta da Páscoa tem queda de 2,84% em 2026 em Região Metropolitana de Salvador, aponta Fecomércio
Resultado contrasta com a média geral que teve alta de 3,31% e ficou abaixo dos 0,84% registrados para essa mesma cesta pascal no passado

Foto: Reprodução/MarceloCamargo/AgênciaBrasil
A Fecomércio Bahia divulgou nesta quinta-feira (12), uma lista com 11 itens selecionados, com base no Índice de Preços ao Consumidor - 15 (IPCA-15) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e tradicionalmente procurados durante a data, que registraram uma queda média de 2,84% nos preços, considerando o acumulado de 12 meses.
O resultado contrasta com a média geral da Região Metropolitana de Salvador, que teve alta de 3,31% e ficou abaixo dos 0,84% registrados para essa mesma cesta pascal no passado. Segundo a entidade, especialmente os supermercados irão se beneficiar com a data, visando que, com base na projeção da Federação, as vendas devem crescer 3% em abril, alcançando R$7,6 bilhões.
Já o desempenho específico das lojas de chocolate não pode ser isolado, por elas estão incluídas no grupo Outras Atividades, cuja expectativa de crescimento é de 1,5%. As condições econômicas das famílias da região estão mais favoráveis, com inflação mais moderada, mercado de trabalho aquecido e maior acesso ao crédito, o que sustenta o consumo, sobretudo de itens básicos.
O presidente do Sistema Comércio BA, Kelsor Fernandes, afirmou que "com a queda nos preços de parte dos insumos da refeição de Páscoa, o momento tende a ser mais tranquilo para compras. A principal atenção deve ficar nos chocolates, mas a variedade de tamanhos e sabores permite manter a tradição sem comprometer o orçamento".
Entre os alimentos que apresentaram queda, destacam-se o tomate (-24,04%) e o azeite de oliva (-18,24%). A cebola também registou um recuo de -14,63%, e o ovo de galinha de -3,23%. No mesmo período de 2025, o azeite havia subido 17,55%, pressionado por uma safra negativa na Europa, importante região produtora.
Já os pescados tiveram leve alta média de 2,34%, abaixo dos 5,51% registrados em 2025. Apesar do aumento, a variedade no mercado permite ao consumidor buscar opções em promoção ou mais frescas. Entre os demais itens, os panificados subiram 4,03%, e a azeitona registrou alta de 7,2%. A Fecomércio também destacou negativamente o preço dos chocolates.
Os chocolates em barra e bombons subiram, em média, 24,33%, enquanto o chocolate em pó e o achocolatado tiveram alta de 17,56%. No mesmo período de 2025, as variações foram de 14,6% e 15,91%, respectivamente. À época, segundo a entidade, a alta foi impulsionada pelo forte aumento do cacau no mercado internacional, causado por problemas na safra africana.
A Fecomércio também informou que, por conta disso, tanto os efeitos dos preços elevados. Nesse cenário, a pesquisa de preços torna-se essencial para encontrar o melhor custo-benefício. Ainda assim, com o chocolate mais caro e custos pressionados por logística, embalagem e exposição nos supermercados, a tendência é de aumento acima da média da região.


