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Sudeste concentra metade dos alertas de desastres emitidos em 2025, diz Cemaden

Do total de 2.505 notificações, a região recebeu 1.232 alertas.

Por FolhaPress
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Atualizado
Sudeste concentra metade dos alertas de desastres emitidos em 2025, diz Cemaden

Foto: Imagem ilustrativa. Créditos: Ikedaleo/ Wikimedia Commons

O Sudeste do país concentrou quase metade dos alertas de desastres emitidos em 2025. De 2.505 notificações, 1.232 foram para a região. Do total de avisos, 1.395 foram relacionados a chuvas, como inundações e enxurradas, e 1.110 a riscos como os de deslizamentos.

A informação é do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Desastres Naturais) e considera 415 municípios sudestinos monitorados pelo centro, entre 1.133 acompanhadas em todo o país, número que também foi aumentando desde 2011, ano de criação do órgão. Já o número de recorrências também teve proporção similar no Sudeste do país, com 642 das 1.493 ocorrências registradas, cerca de 43% do total.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (16).

A situação é esperada pelo Cemaden por causa da combinação de fatores como a frequência de chuvas intensas, a densidade urbana e populacional e a quantidade de municípios monitorados na região.

Manaus, São Paulo e Petrópolis foram as cidades com mais notificações emitidas no ano passado, com 69, 49 e 30 alertas, respectivamente. No estado paulista, há ainda Ubatuba (23), Santo André (21), São Sebastião (17) e Guarulhos (17) entre os municípios com mais avisos.

Tanto o número de notificações quanto o de ocorrências são mais baixos do que os registrados em anos anteriores. Os recordes desde a época da criação do centro, em 2011, ocorreram em 2024 para os alertas, com 3.620 emitidos, e em 2022 para os registros de ocorrências, com 1.984.

Apesar disso, o centro indica que há uma tendência de aumento na ocorrência de desastres, tanto pela melhor capacidade de registro quanto pela intensidade de eventos extremos.

Entre as ocorrências de desastres registradas, 68%, ou 1.014 foram relacionadas a chuvas fortes, e quase nove de cada dez registros foram classificados como pequeno porte, com danos localizados em ruas e bairros.
 

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