"Cumpri meu papel", diz Dodge em sua última sessão no cargo de PGR
Procuradora afirma que atingiu "muitas das metas estabelecidas" e disse apoiar "intensamente" a Operação Lava Jato

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em sua última sessão como Procuradora-Geral da República (PGR), que ocorreu na tarde desta quinta-feira (12), Raquel Dodge afirma deixar o cargo com a sensação de ter cumprido seu papel.
A procuradora declarou que trabalhou com muito zelo e empenho, e crê que atingiu muitas das metas estabelecidas e voltadas "para o fortalecimento da democracia brasileira, para a defesa de direitos fundamentais e para o fortalecimento da própria atuação do Ministério Público brasileiro", disse.
Dodge ainda declarou que apoiou intensamente a Operação Lava Jato e o combate à corrupção no país. Quando criticada pelos jornalistas sobre a condução de um ritmo mais lento da Lava-Jato, Dodge se defendeu apontando que ofereceu apoio institucional para a operação nos ramos regionais do Ministério Público Federal (MPF).
"A maior parte das peças que eu ajuizei aqui no Supremo Tribunal Federal estão sob segredo de Justiça, são sigilosas, e no tempo próprio elas expressarão o empenho com que eu trabalhei no enfrentamento da corrupção naquilo que me cabe de atuação originária aqui no Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça", afirmou Dodge.
Raquel Dodge deixará o cargo na próxima terça-feira (17), após o presidente Jair Bolsonaro ter decidido não renovar mais um mandato de dois anos com ela.
Ao invés disso, o presidente indicou Augusto Aras para o cargo, que será sabatinado pelo CCJ.


