Defesa de Bolsonaro afirma que arma "sumida" foi entregue à Polícia Civil
Objeto estaria apreendido desde junho

Foto: Ton Molina / STF
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PF), afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça (7), que a arma Glock que não foi localizada pelo Exército já está nas mãos da Polícia Civil do Distrito Federal (PFDF).
O artefato estaria apreendido desde junho, durante inquérito que investigava o uso irregular da arma por parte de um militar da segurança de Bolsonaro.
Segundo a defesa do ex-presidente, a arma foi mencionada no inquérito com uma diferença na escrita do número de série. No registro, consta como BOFW477, em vez de BDFW477. Os advogados sustentam que é a mesma arma, mas que há um erro de digitação na identificação.
A resposta da defesa foi emitida a um ofício do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, que afirmou ao STF que não havia encontrado duas das oito armas que foram entregues por determinação de Moraes. Estavam faltando a pistola Glock e uma espingarda da marca Maestro Arms Company.
Relembre
A arma Glock havia sido encontrada durante uma blitz, em nome de Jair Bolsonaro, dentro de um veículo de Estácio Leite da Silva Filho, que integra a segurança do ex-presidente.
A defesa de Bolsonaro afirmou que havia pedido ao segurança que avaliasse o objeto, que supostamente apresentava um defeito, e negou que havia qualquer relação da arma com o fim do prazo de prisão domiciliar de Bolsonaro.
Conforme a determinação da prisão domiciliar, todo arsenal vinculado a Bolsonaro deveria ser entregue pela defesa à Polícia Federal.


