Dívida pública do país deve fechar ano em queda, no patamar pré-pandemia
Segundo Paulo Valle, o débito encerrará 2022 em 76,2% do PIB, contra 80,3% em 2021

Foto: Reprodução/Agência Brasil
Após registrar recorde de arrecadação e de acordo de devolução de R$ 45 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o endividamento do Brasil vai fechar o ano apresentando um declínio e pode retornar ao patamar do período pré-pandemia.
Como destacou o secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle, a Dívida Pública Bruta do Governo Geral (DBGG) deverá encerrar 2022 em 76,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país), contra 80,3% em 2021.
"Considerando as novas expectativas de arrecadação para o ano e mais essa devolução de R$ 45 bilhões do BNDES, a gente calculou o impacto previsto para o indicador da Dívida PIB no final do ano, que deverá ter uma redução de 4,1 pontos percentuais em relação a 2021, atingindo 76,2% do PIB", disse o secretário em entrevista na última quinta-feira (27).
Por consequência dos gastos extras em meio ao enfrentamento à pandemia da Covid-19, em especial, o auxílio emergencial e o pacote de socorro a estados e municípios, a DBGG saiu de 75,4% em 2019 para 88,6% em 2020.
Na última terça-feira (25), o BNDES informou que fez uma devolução de R$ 69,078 bilhões de títulos públicos e de instrumentos financeiros do Tesouro Nacional. Desse total, R$ 45 bilhões serão compensados ao Tesouro até 30 de novembro. O restante será devolvido até a mesma data, em 2023.
Essa devolução de recursos faz parte de um acordo feito em janeiro de 2021 com o Tribunal de Contas da União (TCU). Em dezembro do ano passado, o cronograma de ressarcimentos foi avaliado e previu o ressarcimento até o fim de 2023.


