Estatais perderem R$ 113,2 bilhões com turbulência envolvendo novo presidente da Petrobras

Especialistas comentam semelhança de discurso de Bolsonaro com o de Dilma Rousseff

[Estatais perderem R$ 113,2 bilhões com turbulência envolvendo novo presidente da Petrobras]

FOTO: Reprodução/Suno Research

A mudança promovida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no comando da Petrobras e as reclamações sobre a alta no preço dos combustíveis, gerou uma forte turbulência no mercado financeiro e acabou respingando nas demais empresas estatais. 

O risco de um intervencionismo maior e adoção de medidas populistas fizeram as ações das três principais estatais do país (Petrobras, Banco do Brasil e Eletrobras) perderem R$ 113,2 bilhões em dois dias (o que equivale a quase o valor do banco BTG Pactual), de acordo com os dados da consultoria Economática.

No Banco do Brasil, por exemplo, o valor de mercado recuou R$ 12,6 bilhões em dois dias e, na Eletrobras, quase R$ 900 milhões. Nesse cenário, com as principais ações do Ibovespa em queda, a B3 recuou 4,87% no pregão de segunda-feira (22), a maior queda para um único dia desde 24 de abril do ano passado, quando o ex-ministro Sérgio Moro deixou o governo. 

Na opinião de especialistas, o discurso de Bolsonaro nos últimos dias fez lembrar as medidas de intervenção adotadas pela ex-presidente Dilma Rousseff no setor elétrico em 2013 e que provocaram prejuízos bilionários para as empresas e toda a sociedade. “Para o mercado, a decisão do presidente é uma decepção. A agenda de privatização não foi adiante, e a anticorrupção também não”, diz o presidente da RB Investimentos, Adalbero Cavalcanti.


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