Liquidada, Sefer perdeu R$ 25 milhões com Master e não conseguiu fazer ajuste cobrado pelo BC
Liquidação foi anunciada pelo Banco Central nesta sexta-feira (26)

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ADRIANA FERNANDES - A Sefer Investimentos, administradora de títulos financeiros em São Paulo, foi liquidada após perder R$ 25 milhões com o Banco Master e não conseguir fazer o ajuste cobrado pelo Banco Central.
O Banco Central anunciou a liquidação nesta sexta-feira (26). Segundo informações obtidas pela Folha, a empresa tinha um passivo maior do que o ativo em R$ 11 milhões. Ou seja, o seu patrimônio ficou negativo.
A fiscalização do BC teria detectado ainda fraudes contábeis para ocultar as insubsistências patrimoniais, segundo pessoas a par do tema. A reportagem tentou contato por telefone e por email com a Sefer desde a manhã desta sexta, mas não obteve resposta.
A empresa tinha cerca de R$ 25 milhões depositados no Master. Com a liquidação do banco de Daniel Vorcaro, em novembro do ano passado, a empresa constituiu provisões insuficientes, de cerca de R$ 1,5 milhão, para fazer frente ao prejuízo.
O BC mandou a distribuidora ajustar as provisões. Mas, mesmo implementando os ajustes, o patrimônio ficou negativo.
A distribuidora já tinha sido alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga as fraudes no caso do Banco Master.
"A decretação da liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da distribuidora, sujeitando seus credores quirografários a risco anormal, bem como por graves violações às normas legais que disciplinam a atividade da instituição", informou o BC em nota ao comunicar ao mercado a decisão.
É mais uma instituição que liquidada no rastro da quebra do conglomerado de Daniel Vorcaro processo de depuração que está sendo chamado de "faxina do sistema financeiro". Além do Master, foram liquidados, entre outros, Banco Master de Investimento, Letsbank, Master Corretora, Banco Master Múltiplo, Will Financeira, Banco Pleno e Reag Investimentos.
A Sefer, sediada em São Paulo, está no segmento S4, ou seja, é considerada de pequeno porte. Tem baixa representatividade no Sistema Financeiro Nacional, com menos de 0,0004% do ativo total e 0,17% dos recursos administrados de terceiros.


