Lula defendeu aumento de auxílio do governo Bolsonaro antes das eleições de 2022
Posicionamento voltou à tona após críticas ao petista por reajuste no Bolsa Família

Foto: Ricardo Stuckert/PR | Marcos Corrêa/PR
O presidente Lula (PT) defendeu o aumento do Auxílio Brasil, programa que substituíra o Bolsa Família, promovido pelo então governo Bolsonaro (PL) antes das eleições de 2022. O posicionamento do petista, que à época não ocupava cargo eletivo, ocorreu por meio de uma publicação no X (antigo Twitter) em outubro de 2021.
Naquela ocasião, Lula declarou: "Tô vendo o Bolsonaro dizer agora que vai dar R$ 400 de auxílio. Tem gente dizendo que é auxílio eleitoral, que não podemos aceitar. Não penso assim. O PT defende um auxílio de R$ 600 desde o ano passado. O povo precisa. Ele tem que dar. Se vai tirar proveito disso, problema dele."
A postagem em questão foi resgatada por internautas nesta sexta-feira (18), um dia após o presidente ter anunciado um reajuste de 15% no Bolsa Família. A medida, que elevou o valor mínimo de R$ 600 para R$ 691 e o valor médio de R$ 675 para R$ 777, foi alvo de críticas por membros da oposição.
O ato de Lula, inclusive, foi criticado pelo senador e candidato do PL à Presidência Flávio Bolsonaro durante motocarreata em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, na última quinta-feira (17). Ele chamou o reajuste promovido por Lula de "ilegal" e "ato de desespero", mas disse que, se eleito, manterá os novos valores.
Correligionário de Flávio, o deputado federal por Santa Catarina Zé Trovão recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a fim de suspender a medida. O pedido, porém, foi rejeitado pelo ministro André Mendonça. Relator do caso, Mendonça extinguiu o processo sem ter julgado o mérito, por considerar que Trovão não tem legitimidade para propor a ação.
Veja abaixo a publicação citada:


