Mesmo após Vorcaro repassar ao menos R$ 61 milhões para Flávio, produtora do filme de Bolsonaro deve R$ 5 mil a empresário
Segundo coluna, o empresário Antônio Donizetti moveu um processo na Justiça de São Paulo contra a produtora após alugar estacionamento em São Paulo para filmagens

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Mesmo após o banqueiro Daniel Vorcaro repassar ao menos R$ 61 milhões para o filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, a produtora responsável por "Dark Horse", Go Up Entertainment, se recusou a pagar R$ 5 mil para uma diária de locação de filmagem. A informação foi divulgada pela coluna de Tácio Lorran, no Metrópoles.
Segundo a coluna, o empresário Antônio Donizetti moveu um processo na Justiça de São Paulo contra a produtora após alugar estacionamento em São Paulo para a filmagem de uma cena de Dark Horse.
Nos autos, Donizetti alega que a Go Up Entertainment alugou o estacionamento para o dia 7 de dezembro de 2025. No entanto, ela também utilizou o espaço no dia 6 de dezembro para agilizar a montagem do cenário.
Por isso, o empresário cobrou mais uma diária à produtora no valor de R$ 5 mil. Ele relata que a empresa havia concordado em pagar o valor, mas voltou atrás, alegando que só utilizou uma parte do espaço.
A produtora chegou a oferecer um termo aditivo ao contrato de R$ 3 mil, mas Donizetti não aceitou. Segundo ele, os funcionários utilizaram o espaço inteiro, impedindo o funcionamento do estacionamento e causando um prejuízo de R$ 1,3 mil.
A ação está em fase de intimações e uma audiência de conciliação foi agendada para o dia 13 de agosto deste ano.
O repasse
Segundo áudio divulgado pelo Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro negociaram um financiamento de 24 milhões de dólares — cerca de R$ 134 milhões à época — para produção de Dark Horse.
Ao menos 10,6 milhões de dólares, cerca de R$ 61 milhões, conforme a cotação nos períodos das transferências, teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações. Os recursos teriam sido destinados ao fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro.
No áudio, Flávio diz a Vorcaro que havia preocupação com o atraso nos pagamentos da produção.
Em nota, o senador negou qualquer irregularidade nos repasses do banqueiro para a produção do filme. Em letras garrafais, Flávio Bolsonaro disse que atuou apenas como um filho buscando investimentos para a realização do filme "Dark Horse".
"Mais do que nunca, é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet", escreveu.
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