Moraes pede comprovação de diagnóstico de Alzheimer à defesa de Augusto Heleno
Defesa pediu prisão domiciliar para Augusto Heleno, condenado por tentativa de golpe de estado

Foto: Ton Molina / STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, solicitou à defesa do general Augusto Heleno documentos que comprovem diagnóstico de Alzheimer.
A defesa pediu o cumprimento da pena de 21 anos em prisão domiciliar, afirmando que o general de 78 anos sofre de demência mista (Alzheimer e vascular) em estágio inicial e que regime fechado pode causar danos à sua saúde.
De acordo com a defesa, Augusto Heleno apresenta sintomas desde 2018. No entanto, só foram anexados exames realizados em 2024 ao pedido de prisão domiciliar.
Alexandre de Moraes, ministro relator do caso da trama golpista, ressalta a ausência de documentos que comprovem a doença. Moraes aponta que também não constam receitas ou prontuários referentes ao período alegado pela defesa.
Moraes aponta também incompatibilidade entre quadro clínico e funções públicas exercidas por Heleno, que ocupou cargo de MInistro do Gabinete de Segurança nos anos de 2019 a 2022.
O ministro estabelece um prazo de 5 dias para demonstração de diagnóstico, laudos evolutivos, prescrições médicas e comprovantes de consultas realizadas desde 2018, quando o general teria recebido o diagnóstico. Além disso, defesa também deve esclarecer se estado de saúde do general foi informado à Presidência da República ou a outros órgãos oficiais enquanto ocupava o ministério.


