Vídeo: Moraes sustenta operação contra fonte de jornalista: 'Sigilo não pode ser instrumento de impunidade'
Ex-secretário foi alvo do STF após reportagem sobre suposto uso indevido de carros oficiais por Dino

Foto: Gustavo Moreno/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sustentou, nesta quinta-feira (13), a operação contra uma das fontes do jornalista Luís Pablo em razão de reportagens feitas contra o também ministro Flávio Dino. Ex-secretário de Estado do Maranhão, Raimundo Cutrim foi alvo de busca e apreensão do STF em março, após ter fornecido informações sobre um suposto uso indevido de carros oficiais por Dino e seus familiares naquele estado.
O pronunciamento de Moraes ocorreu durante sessão do plenário, após o presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, ter manifestado solidariedade a Dino e reafirmado a defesa da liberdade de imprensa e do direito dos jornalistas ao sigilo da fonte.
Moraes declarou que a investigação aponta indícios contra pessoas que, segundo ele, atuaram de forma coordenada na obtenção ilegal de informações. "Sigilo de fonte é uma garantia constitucional consagrada por essa Suprema Corte, mas que nunca se confundiu, e nunca e jamais se confundirá, com escudo protetivo para a prática de atividades ilícitas", disse.
Segundo fontes ligadas a Dino, Luís Pablo cobraria R$ 100 mil para publicar as reportagens. "O Supremo Tribunal Federal continuará a proteger todas as pessoas e suas famílias, inclusive ministros desse tribunal que venham a ser ameaçados ou coagidos por associações criminosas que travestidas de jornalismo pratiquem diversas infrações penais mediante paga, mediante recompensa, mediante pagamento em dinheiro ou comprando ilicitamente informações obtidas criminosamente", reforçou Moraes.
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