Nova vítima de treinador de jiu-jítsu preso afirma que foi estuprada cinco vezes enquanto participava do projeto social
No total, nove vítimas já registraram boletim de ocorrência contra Melqui Galvão; irmão do acusado também está preso por estupro

Foto: Reprodução/RedesSociais
Uma nova vítima do professor de jiu-jítsu e policial civil, Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como Melqui Galvão, contou que foi estuprada cinco vezes ao longo de um ano enquanto participava do projeto social esportivo dele em Manaus. Ele está preso preventivamente na capital paulista, investigado pelas polícias civis de São Paulo e Manaus pelos crimes de estupro, incluindo de vulnerável, favorecimento a prostituição, importunação sexual, invasão de dispositivo eletrônico e coação.
A vítima de 16 anos, contou ao Bom Dia Brasil, quando os abusos começaram. Segundo ela, os episódios geralmente aconteciam quando se aproximavam campeonatos ou eventos esportivos caros. Ela disse que foi levada para um hotel por ele com o intuito de "conversar" porque ela não tinha conseguido o dinheiro para pagar o campeonato.
"Eu não tinha como pagar esse campeonato. Eu tinha feito uma rifa, mas eu não consegui vender tudo. Ele falou que ia me dar o dinheiro, mas a gente tinha que conversar primeiro. Só que ele me levou para um hotel, e eu perguntei por que ele tinha que me levar para aquele lugar", disse ela.
Ela disse que o professor afirmou que estava atraído por ela e começou a puxar ela para cama, ameaçando que ela perderia "tudo que ela tem" caso contasse para alguém.
"Ele começou a me puxar para a cama. E eu falei: 'não vou para essa cama, não vou me deitar com você. Eu vou falar para a sua esposa o que está acontecendo'. E ele disse: 'você não vai fazer isso, porque, se fizer, vai perder tudo o que você tem'", afirmou.
Os abusos deixaram sequelas profundas na jovem, que atualmente abandonou a carreira esportiva e deixou os treinos. A atleta Brenda Larissa Alves da Silva, de 27 anos, também denunciou ter sido vítima de abusos sexuais, físicos e psicológicos por 14 anos. Ela compartilhou o relato nas redes sociais com o objetivo de incentivar outras vítimas a denunciarem.
"São 14 anos de tortura mental e física. Ele chegou a me bater, fora as palavras horríveis que falava para mim", desabafou Brenda. Ela afirmou ainda que a própria irmã também teria sido vítima de estupro cometido por Melqui Galvão.
No total, nove vítimas já registraram boletim de ocorrência contra Melqui Galvão. Com as novas denúncias, outra investigação foi aberta pela Polícia Civil de Manaus. O irmão do lutador, Enoque Galvão, também foi acusado por importunação e estupro por duas vítimas. Os crimes aconteceram quando ele visitava o projeto social de Melqui. Ele também é policial e está preso temporariamente. A defesa dele não foi localizada.


