O desgastante horário reduzido de bancos

Confira o editorial desta sexta-feira (23)

[O desgastante horário reduzido de bancos]

FOTO: Divulgação

Apesar de diversos espaços já atenderem em horário ampliado ainda em meio à pandemia, as agências bancárias continuam abertas à população por apenas quatro horas, das 10 às 14h – exceto os caixas eletrônicos, que permanecem 24h. 

Até o momento, não há previsão para o retoma a do horário normal de atendimento das agências, é tudo que a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) se limita a responder sobre um serviço essencial ao cotidiano de milhares. 

Além disso, o atendimento é em regime contingenciado, ou seja, com limite de pessoas no interior das agências e apenas com transações essenciais. Acontece que, do lado de fora, as filas são gigantes, não raramente, quilométricas, e é quando o discurso do distanciamento social cai por terra.

Quanto mais os bancos perduram o horário limitado, é a população que sofre com exposição, seja ao vírus, já que é impossível não ter contato próximo com outras pessoas na fila, ou tentativa de uma, além de ficar debaixo do sol e perder mais tempo que do pode para um atendimento. 

No início da pandemia, em março, por determinação do BC (Banco Central do Brasil), os bancos foram obrigados a ajustar os respectivos horários de atendimento ao público nas agências. O objetivo, segundo o BC, era “assegurar a saúde da sociedade decorrente da covid-19 e ao mesmo tempo garantir a prestação de serviços essenciais”.

A justificativa, depois de tantos meses, ainda é de manter o atendimento reduzido para preservar a segurança de funcionários e clientes, no entanto, com quase tudo ao redor já em funcionamento ampliado, prolongar o horário de pandemia parece preservar apenas funcionários ou clientes seletos.


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