O que a vida e a morte ensinam

Por Erick Tedesco
Às

O que a vida e a morte ensinam

Foto: Divulgação

Diversas reflexões vêm à tona quando alguma pessoa próxima ou conhecida morre, principalmente no que diz respeito à vida. É, afinal, o último suspiro, o limiar de tudo que se construiu no mundo material diante do maior dos mistérios da humanidade.

Nestes últimos dias em que o Brasil ficou sensibilizado diante da morte do apresentador Gugu Liberato, vítima de numa banal tragédia doméstica na quinta-feira passada, a fragilidade da existência se torna um pensamento constante e essencial para melhor lidarmos com o tema. 

É o momento ideal para uma autoavaliação sobre que falta vamos fazer ao mundo quando deixarmos de existir? Qual o legado na nossa vida às pessoas que ficam? Não há como driblar esse dia, que chega para tocos, ricos e pobres, anônimos e celebridades. 

O questionamento é um ponto de partida pertinente para corrigirmos desvios de conduta, avarezas cotidianas ou qualquer relação negativa com o ambiente que nos cerca. O que fica é o que foi plantando em vida. 

Mas a comoção que envolve a despedida de Gugu, entre noticiários sanguessugas ávidos pelo furo de reportagem e mídias que optaram por criticar de modo desrespeitoso alguns momentos da carreira artística do apresentador, ensina que o respeito ao luto diz muito sobre integridade e a capacidade do indivíduo em aprender com o momento da perda. 

A vida é curta demais para se apequenar diante de desdéns, fofocas ou apontamentos à vida alheia, mas ainda há tempo para se transformar. Somos feito de imperfeições que cabem ser corrigidas ao longo da existência. Ninguém, absolutamente nenhum ser humano está imune ao erro, a algum equívoco em vida. 

Julgar, como todo julgamento, é ofuscar o espírito com questões que não nos cabem. O que importa é pensar no valor de estar vivo. 

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