• Home/
  • Notícias/
  • Justiça/
  • Operação Faroeste: ministro Og Fernandes rejeita recurso de empresário do agro baiano por compra de sentença

Operação Faroeste: ministro Og Fernandes rejeita recurso de empresário do agro baiano por compra de sentença

Dirceu di Domenico foi mantido na lista de réus acusados de corrupção ativa ou passiva

Por Da Redação
Às

Operação Faroeste: ministro Og Fernandes rejeita recurso de empresário do agro baiano por compra de sentença

Foto: Divulgação/STJ

Apontado na Operação Faroeste como um dos financiadores do esquema de grilagem de terras e venda de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o empresário do agronegócio Dirceu di Domenico, teve um recurso rejeitado pelo relator do caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ministro Og Fernandes, que manteve ele na lista de réus da Faroeste acusados de corrupção ativa ou passiva. A informação é da coluna Metropolítica, do Metro 1. 

Durante as investigações, a Polícia Federal identificou que Dirceu havia sacado R$ 1,2 milhão de sua conta-corrente em 1º de Julho de 2023 e dividido entre dois outros alvos da operação: o falso cônsul da Guiné-Bissau Adailton Maturino, apontado como mentor do esquema, e a esposa dele, a advogada e empresária Geciane Maturino, acusada de integrar a rede criminosa. Eles são investigados por grilar uma propriedade de quase 360 mil hectares, o equivalente a quase cinco vezes o tamanho de Salvador. 

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o dinheiro transferido foi usado para comprar uma decisão favorável ao empresário, na tentativa de regularizar uma área supostamente grilada no Oeste da Bahia. 

A ação tinha como relatora a desembargadora Maria da Graça Osório Pimentel Leal, acusada de receber propina em troca de sentenças. Ela foi afastada em 2019, a pedido da Faroeste e aposentada compulsoriamente em maio e 2023 após completar 75 anos, idade máxima permitida para ocupar o cargo. 

No recurso apresentado, a defesa do empresário do agro afirmou que os recursos repassados aos Maturino eram relacionados a negócios legais que Domenico mantinha com eles. "As transferências de dinheiro à Geciane Maturino tiveram relação com negócios lícitos associados à promessa de compra e venda de parcelas de terra. De igual modo, (Domenico) esclareceu que os valores transferidos à Coobahia (Cooperativa Bahia Oeste), que por sua vez foram vertidos à Adailton Maturino, teriam origem em negócio jurídico lícito", destacou os advogados. 

Ainda de acordo com a defesa de Domenico, "não haveria justa causa à deflagração da ação penal em seu desfavor, porquanto ele não pode ser responsabilizado criminalmente com base em mera suposição". Explicou ainda que o valor de R$ 1,2 milhão teve como destino a compra de adubo junto à Galvani Fertilizantes, empresa de insumos agrícolas com forte atuação no Oeste da Bahia.

Para o MPF, no entanto, o dinheiro foi usado para pagar advogados e operadores ligados a integrantes da cúpula do Judiciário baiano suspeitos de participarem na venda de sentenças. 

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie:redacao@fbcomunicacao.com.br
*Os comentários podem levar até 1 minutos para serem exibidos

Faça seu comentário

Nome é obrigatório
E-mail é obrigatório
E-mail inválido
Comentário é obrigatório
É necessário confirmar que leu e aceita os nossos Termos de Política e Privacidade para continuar.
Comentário enviado com sucesso!
Erro ao enviar comentário. Tente novamente mais tarde.