Operação Overclean: PF indicia 'Rei do Lixo' e outros 24 investigados por suspeitas de corrupção na Bahia
Além de José Marcos Moura, também estão entre indiciados os empresários Fábio e Alex Parente

Foto: Reprodução
A Polícia Federal indiciou 25 empresários e agentes públicos investigados no âmbito da Operação Overclean. Entre os nomes estão José Marcos Moura, conhecido como “Rei do lixo”, e os empresários Fábio e Alex Parente.
Lançada no fim de 2024, a operação investiga suspeitas de corrupção, fraude em licitações e desvio de recursos públicos envolvendo contratos financiados com verbas de órgãos federais, como o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
Segundo a investigação, empresas teriam pago propina a autoridades para obter contratos com prefeituras, principalmente para obras de pavimentação e serviços de limpeza urbana. Posteriormente, parte dos recursos teria sido desviada.
A Polícia Federal estima que o grupo investigado tenha movimentado aproximadamente R$ 1,4 bilhão por meio de contratos considerados fraudulentos e obras com suspeita de superfaturamento.
Entre os demais indiciados estão Lucas Maciel Lobão Vieira e Rafael Guimarães de Carvalho, ex-coordenadores do Dnocs na Bahia, além de outros 22 investigados, entre empresários e agentes públicos.
Investigação envolve deputados
Após o avanço das investigações para o Supremo Tribunal Federal (STF), pelo menos quatro deputados federais passaram a ser investigados no caso: Elmar Nascimento (União-BA), Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), Vicentinho Júnior (PP-TO) e Dal Barreto (União-BA).
As apurações envolvendo autoridades incluem suspeitas relacionadas ao desvio de recursos de emendas parlamentares. De acordo com as informações apresentadas, entretanto, não houve indiciamento dos parlamentares nessa parte da investigação.
O caso está sob análise no STF. O ministro Nunes Marques solicitou à Polícia Federal o envio da documentação relacionada à investigação.
Indiciamento ainda não significa denúncia
O indiciamento apresentado pela Polícia Federal corresponde a uma etapa da investigação e ainda precisa ser analisado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável por avaliar se há elementos para oferecer denúncia criminal.
Entre os crimes investigados estão fraude a licitação, peculato, organização criminosa, embaraço à investigação, corrupção e lavagem de dinheiro.
A Operação Overclean passou por nove fases, mas, segundo as informações apresentadas, está paralisada desde o início do ano, quando foi realizada uma operação de busca e apreensão envolvendo o deputado federal Félix Mendonça Júnior.
Até o momento, as defesas dos indiciados não divulgaram parecer sobre os indiciamentos.
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