PF apura possível 'maquiagem contábil' da Casas Bahia para evitar bônus a gerentes
Investigação foi aberta em meio ao fechamento de quase 300 lojas da varejista e ao pedido de recuperação judicial

Foto: Agência Brasil
A Polícia Federal investiga uma possível "maquiagem contábil" da Casas Bahia. A apuração busca identificar se a varejista alterou dados financeiros para reduzir ou evitar o pagamento de bônus e premiações a gerentes de lojas.
Segundo a PF, a empresa usa o faturamento das unidades como base para calcular a remuneração variável dos funcionários.
A investigação foi aberta em meio ao fechamento de quase 300 lojas da varejista em agosto e ao pedido de recuperação judicial que foi apresentado ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
Elementos apurados apontam para a suspeita inicial que a empresa pode ter omitido os juros de vendas parceladas dos relatórios de desempenho, contabilizando apenas o "valor à vista" dos produtos.
A apuração deve analisar a forma como a Casas Bahia teria usado a infraestrutura tecnológica para produzir números que não refletiriam integralmente o faturamento das vendas.
A suspeita é de que os sistemas tenham sido usados para excluir juros e encargos das vendas parceladas dos relatórios de faturamento das lojas, reduzindo, consequentemente, a base utilizada para calcular bônus pagos aos gerentes.
A empresa tenta renegociar dívidas de cerca de R$ 17,3 bilhões. O plano de reestruturação prevê o fechamento de 298 lojas e a demissão de até 3 mil funcionários.


