PF indicia ex-presidente do INSS e outras cinco pessoas em inquérito que apura fraudes na Contag
Eles são acusados pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações e organização criminosa

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
A Polícia Federal concluiu, nessa quinta-feira (6), um novo inquérito sobre fraudes em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e indiciou o ex-presidente da entidade, Alessandro Stefanutto, e outras cinco pessoas. Eles são acusados pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações e organização criminosa.
Além de Stefanutto, também estão entre os indiciados o ex-procurador-geral do órgão Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho; e o ex-diretor de Benefícios André Paulo Félix Fidelis.
O grupo é investigado por suspeita de manipular informações nos sistemas do INSS para viabilizar a concessão irregular de benefícios previdenciários em favor da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).
O relatório foi entregue ao ministro André Mendonça, relator do inquérito da Farra do INSS.
Segundo as apurações, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) alertou a PF sobre a saída de R$ 26.457.531,95 das contas da confederação para 15 pessoas físicas e jurídicas ligadas aos setores de turismo, alimentação e eventos, além de federações estaduais vinculadas à Contag.
Agora com o documento entregue, caberá ao ministro André Mendonça encaminhar o caso para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste.


