População brasileira é a sétima mais feliz do mundo, segundo pesquisa
Foram ouvidas 23 mil pessoas em 29 países entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026

Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil
A população brasileira é a sétima mais feliz do mundo. É o que aponta a segunda edição de 2026, índice anual de felicidade do instituto Ipsos, divulgado nesta quinta-feira (19).
O resultado equivale ao crescimento de dois pontos percentuais em comparação ao ano anterior, mas abaixo dos 83% que foram registrados em janeiro de 2023. O número é o maior patamar já medido no Brasil desde o começo da série histórica, em 2011.
No ranking total, foram considerados 29 países para a pesquisa.
Aparecem na liderança do ranking Indonésia (85%) e Holanda (84%), enquanto a Hungria (54%) e Coreia do Sul (57%) registram os menores índices. A média mundial estabilizou em 74%.
A felicidade da população tem sido algo mais frequente, já que 25 dos 29 países da pesquisa apresentam bons índices de felicidade. Ou seja, a população está mais feliz do que aconteceu há 12 meses. Somente Holanda, Índia e Argentina tiveram recuo no período.
Apesar da felicidade ser algo positivo no momento, a longo prazo, o quadro é considerado menos otimista. Em 15 dos 20 países que possuem dados desde 2011, a proporção de pessoas felizes é o menor do que acontecia há 14 anos.
O Brasil saiu de 77% em 2011 e subiu para 80% em 2026, acumulando alta de três pontos percentuais no período.
O que motiva a felicidade ou infelicidade dos brasileiros
A felicidade dos brasileiros é motivada pela fé ou vida espiritual, que foi mencionada por 22%. É considerado o maior índice entre todos os países considerados no quesito.
Sentir se valorizado ou amado equivale a 34%, enquanto saúde mental e bem-estar representa outros 31% e sensação de controle sobre a própria vida fica em 29%.
A infelicidade entre os brasileiros é medida principalmente pela situação financeira pessoal, maior mais mencionado por 54% dos entrevistados. O índice é alinhado com a média global de 57% que acontece em 28 dos 29 países.
A saúde mental vem em segundo lugar, sendo citada por 37% dos brasileiros. O número é maior que a média mundial de 30%.
A pesquisa foi feita entre os dias 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026 com 23.268 adultos em 29 países. No Brasil, mil pessoas foram entrevistas para o levantamento.
O levantamento nacional tende a ser mais urbana, escolarizada e de renda mais elevada do que a população geral.


