Resistentes ou suscetíveis

Confira o nosso editorial desta sexta-feira (10)

[Resistentes ou suscetíveis]

FOTO: Agência Brasil

Entre os mais de 1 milhão de pessoas que se recuperaram da covid-19 no Brasil até o momento, há pacientes idosos, entre eles, nonagenários e até centenários, com diabetes e hipertensão, por exemplo, que, apesar de apresentarem esses fatores de risco, se curaram da doença sem grandes complicações. Por outro lado, entre os que não resistiram e morreram em decorrência da infecção pelo novo coronavírus, existem diversos casos de jovens saudáveis, sem histórico de doenças crônicas.

O paradoxo apresentado por esta doença que resiste a ser decifrada, segundo estimam pesquisadores da área, é mesmo a genética um dos fatores que podem ter contribuído para a doença ter evoluído dessa forma inesperada nesses dois grupos de pessoas.

Isto é, pessoas que desenvolvem formas graves da doença podem ter o que chamamos de genes de risco, enquanto outras que foram infectadas pelo vírus, mas não desenvolveram a doença, podem ter genes protetores. 

É evidente que se trata apenas de uma hipótese, a dos super-resistentes e os suscetíveis, uma entre tantas levantadas até agora pela comunidade científica – como toda tese, carece de ser confirmada ou refutada. Só após o estudo do genoma e células de sangue destes dois grupos é que se pode ir à diante. 

Um eventual avanço neste caso, no entanto, é deveras interessante: podem contribuir para mudar a abordagem terapêutica de pacientes e prever quais teriam maiores ou menores chances de complicações, avaliam os cientistas. Será, enfim, a ciência dando vazão a um alento mais rápido, por meio da medicina, mesmo, na luta contra a covid-19.


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