Sofria muito bullying: Ana Castela fala de inseguranças e planos de cirurgia e especialistas apontam o peso das experiências da infância!
Cantora relembra críticas à aparência e admite vontade de mudar o corpo no futuro; por trás das decisões, histórias antigas ainda têm força

Foto: Redes Sociais
Sem rodeios, Ana Castela abriu um lado pouco visto fora dos palcos. Ao falar sobre o próprio corpo, revelou incômodos que carrega desde cedo e contou que, embora hoje esteja em uma fase mais natural, pensa em fazer procedimentos estéticos no futuro, como colocar silicone e corrigir um detalhe no nariz que a incomoda.
Ela também relembrou a otoplastia feita para corrigir as orelhas, mas disse que o resultado não foi como esperava e que pretende refazer. As lembranças do bullying, segundo ela, ainda pesam. “Isso é o que me incomoda, me mata”, desabafou.
Nos consultórios, histórias assim não são exceção. O cirurgião plástico, Dr. Carlos Tagliari, explica que, muitas vezes, o incômodo com a aparência não começa na vida adulta. “É comum o paciente chegar com uma queixa estética, mas quando você escuta com atenção, existe uma história por trás. Um apelido, uma fase difícil, algo que ficou marcado. A cirurgia pode ajudar, mas não resolve tudo sozinha. É importante entender o momento da pessoa e alinhar bem o que ela espera”, diz.
O médico também detalha como funcionam, na prática, os procedimentos citados pela cantora, pontos que costumam gerar dúvidas entre pacientes. “No caso da rinoplastia, a cirurgia reposiciona estruturas do nariz, como cartilagem e osso, para suavizar aquele ‘ossinho’ ou ajustar o formato. Hoje, buscamos resultados mais naturais, respeitando o rosto da pessoa”, explica.
Já a otoplastia, segundo ele, corrige o afastamento das orelhas por meio de incisões discretas, geralmente feitas atrás da orelha. “A gente remodela a cartilagem para deixá-la mais próxima da cabeça. É um procedimento relativamente rápido, com recuperação tranquila na maioria dos casos".
Sobre a colocação de próteses de silicone, Tagliari destaca que o planejamento é essencial. “A escolha do tamanho e do formato leva em conta o corpo da paciente, o estilo de vida e o resultado que ela deseja. A prótese pode ser colocada atrás da glândula mamária ou do músculo, dependendo de cada caso".
Ainda assim, ele reforça que a decisão não deve ser apressada. “A cirurgia pode melhorar a relação com a própria imagem, mas não substitui um olhar para dentro. Quando isso anda junto, o resultado costuma ser muito mais satisfatório".
Para a especialista em autodesenvolvimento e autoamor, Renata Fornari, o que se vive na infância costuma ecoar por muito mais tempo do que se imagina. “Quando alguém cresce ouvindo críticas ou sendo comparado, isso vai moldando a forma como ela se enxerga. Muitas dessas dores ficam guardadas e, na vida adulta, aparecem como insatisfação constante, como se nunca estivesse bom o suficiente”, afirma.
Ela explica que o caminho passa por revisitar essas memórias com outro olhar. “Tem um exercício simples que gosto muito: parar alguns minutos, fechar os olhos e lembrar de si mesmo criança, sem tentar mudar nada. Só observar. Aos poucos, isso cria uma aproximação que muita gente nunca teve".
Outra prática, segundo Renata, é quase um convite à escuta interna. “Perguntar para si mesmo o que faria aquele ‘eu’ mais novo se sentir bem hoje. Às vezes é algo pequeno, mas que traz leveza. Esse cuidado diário ajuda a reconstruir a forma como a pessoa se trata".
O que aparece na fala de Ana Castela é mais comum do que parece. Por trás de decisões sobre o corpo, muitas vezes existe uma tentativa de silenciar vozes antigas, e, ao mesmo tempo, de se sentir mais confortável na própria pele.

