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STF retoma nesta quarta-feira (25) julgamento dos acusados pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

A sessão desta terça-feira (24) foi dedicada à leitura da acusação, que foi feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR)

Por Da Redação
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STF retoma nesta quarta-feira (25) julgamento dos acusados pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

Foto: Foto/Reprodução

O julgamento dos cinco acusados de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes será retomado nesta quarta-feira (25), às 9h, pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, com a apresentação dos votos dos ministros pela condenação ou absolvição dos réus.

No primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (24), a sessão foi dedicada à leitura da acusação pela Procuradoria-Geral da República e às sustentações orais das defesas.

São réus no processo o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro Domingos Brazão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, o major da Polícia Militar Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. Todos estão presos preventivamente.

Segundo a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, autor confesso dos disparos, os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa teriam atuado como mandantes do crime. A investigação aponta ainda que Rivaldo participou dos preparativos da execução, Ronald realizou o monitoramento da rotina da vereadora e Robson Calixto entregou a arma utilizada.

De acordo com apuração da Polícia Federal, o assassinato está relacionado à atuação política de Marielle Franco contrária aos interesses do grupo liderado pelos irmãos Brazão, ligado a disputas fundiárias em áreas controladas por milícias no Rio de Janeiro.

Defesas

O advogado Felipe Dalleprane afirmou que Rivaldo Barbosa não teve qualquer envolvimento no crime e negou influência política dos irmãos Brazão em sua nomeação para chefiar a Polícia Civil. Segundo ele, “não existe prova de corrupção, ingerência ou benefício ilegal”.

Na defesa de Chiquinho Brazão, o advogado Cleber Lopes classificou a delação de Ronnie Lessa como fantasiosa e sem respaldo probatório. Para ele, “o relato é totalmente falso e não foi confirmado por provas”.

O advogado Igor de Carvalho negou que Ronald Alves tenha monitorado a rotina de Marielle Franco ou repassado informações a Lessa. Segundo a defesa, “Ronald não tinha qualquer vínculo com Lessa, pelo contrário, havia rivalidade entre eles”.

Já Roberto Brzezinski afirmou que a acusação contra Domingos Brazão é frágil e sem base econômica. De acordo com o advogado, “a PGR não demonstrou que Marielle tenha prejudicado interesses fundiários dos Brazão nem indicou áreas exploradas por eles”.

Encerrando as sustentações, Gabriel Habib disse que não há provas de que Robson Calixto integrasse organização criminosa. Para a defesa, “o fato de ser assessor de Brazão é legal e não comprova atuação ligada à milícia”.

Acusação
Pela manhã, a Procuradoria-Geral da República sustentou que existem provas consistentes para a condenação dos cinco réus pelo assassinato da vereadora.

 

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