Vídeo: Após eleitores ficarem à espera de ônibus para votar, Bruno Reis culpa retirada de adesivos pelo atraso
Segundo o prefeito, a gestão municipal determinou a saída dos ônibus com os adesivos ao perceber que a retirada atrasaria a operação

Foto: Betto Jr./Secom PMS
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou neste domingo (25), durante coletiva de imprensa, que ônibus ficaram nas garagens para a retirada de adesivos eleitorais, atrasando o transporte de passageiros durante o segundo turno das eleições. Ele disse que a prefeitura mandou liberar os veículos com a propaganda após perceber que a remoção comprometeria a operação.
Segundo Bruno, a decisão inicial de retirar o material partiu dos empresários responsáveis pelos coletivos. O prefeito justificou que a resolução eleitoral sobre o transporte gratuito proíbe a veiculação de propaganda partidária ou eleitoral no serviço.
“Os empresários, os donos das empresas determinaram a retirada dos adesivos. A retirada destes adesivos levou a um atraso da operação”, declarou.
O gestor reconheceu que a prefeitura precisou mudar a orientação para permitir a circulação dos ônibus.
“Quando a prefeitura percebeu que isso iria comprometer todo o processo, de imediato determinou que os ônibus pudessem sair mesmo com adesivos de propaganda eleitoral”, afirmou.
Bruno sustentou que a operação foi normalizada entre as 10h e as 10h30 e que a frota foi ampliada posteriormente.
“A frota, até as 10 horas da manhã, foi normalizada. E, diante da pressão que está existindo, da tentativa de levar isso para o campo da política, nós determinamos, inclusive, que a frota fosse ampliada. A frota está rodando hoje, no segundo turno, inclusive maior do que nas outras eleições em que nós não tivemos problema”, disse.
Prefeito cita sindicato, mas admite não saber quem colocou adesivos
Durante a coletiva, Bruno associou a colocação da propaganda a integrantes ligados ao Sindicato dos Rodoviários e mencionou a relação política da entidade com o PT. Ele reconheceu, porém, que não poderia identificar os responsáveis.
“Se tiver câmeras nas garagens, algumas têm, tem como identificar. Isso ocorreu durante a madrugada. Eu não posso afirmar quem foram os responsáveis. O sindicato, como vocês sabem, tem vinculação política com o PT, sempre teve. E o que os empresários alegam é que houve propaganda irregular no dia da eleição”, declarou.
O prefeito também disse que Salvador recebeu mais de 330 ônibus novos recentemente e que veículos antigos retirados de circulação permanecem nas garagens das concessionárias.
“O decreto determina que os ônibus devem circular atendendo à demanda. Se houve descumprimento, foi por parte das empresas. A gente não pode afirmar que houve”, declarou.
Secretário estava na França
Bruno também defendeu o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, após a ordem de prisão expedida pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Segundo o prefeito, o titular da pasta estava na França em uma agenda institucional relacionada ao transporte público e à aquisição de ônibus elétricos.
O gestor afirmou que Pablo deixou as orientações para a operação eleitoral antes da viagem e negou que a prefeitura tenha determinado a redução da circulação dos coletivos.
“Não houve, por parte da Prefeitura, qualquer orientação para que a frota não fosse oferecida. E aí, de forma injustificada, tendo em vista que a operação já foi corrigida, começa a se explorar isso politicamente”, declarou.
Falta de ônibus provocou intervenção judicial
Após denúncia da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, o TRE-BA determinou a prisão em flagrante de Pablo Souza e o retorno de toda a frota às ruas, com gratuidade e frequência de dias úteis. A decisão estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento.
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