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Vídeo: Única candidata ao Senado na Bahia, Delliana defende reserva de cadeiras para mulheres e negros: ‘precisamos garantir esse salto’

Segundo ela, o aumento no número de candidaturas desses grupos não tem se refletido na ocupação de espaços de poder

Por Da Redação
Às

Atualizado
Vídeo: Única candidata ao Senado na Bahia, Delliana defende reserva de cadeiras para mulheres e negros: ‘precisamos garantir esse salto’

Foto: Farol da Bahia

A candidata ao Senado pela Bahia, Delliana Ricelli (PSOL), defendeu, em entrevista ao podcast Podomblé, dentro do Projeto Preto Eleito É Nosso Direito, a adoção de mecanismos que garantam a presença de mulheres e pessoas negras no Congresso Nacional e nas Câmaras de Vereadores. Segundo ela, o aumento no número de candidaturas desses grupos não tem se refletido na ocupação de espaços de poder.

Delliana questionou a predominância de homens e pessoas brancas no Legislativo e afirmou que a discussão sobre representatividade costuma gerar resistência quando envolve a ampliação da participação feminina e negra.

“Quando a gente fala que vai resolver esse problema, quando conseguir colocar lá 50% de mulheres, vão dizer: ‘Você não quer igualdade, você quer a hegemonia das mulheres’. Mas quando está a hegemonia dos homens, a gente não reclama. Quando está a hegemonia dos brancos, a gente não está reclamado”, afirmou.

A candidata também criticou a forma como os partidos impulsionam candidaturas de pessoas negras. Segundo ela, a existência das candidaturas não significa necessariamente que esses nomes recebam o mesmo apoio para chegar à vitória.

Como alternativa, Delliana defendeu a criação de uma reserva de cadeiras para mulheres e pessoas negras no Legislativo. “Tem uma porcentagem X das cadeiras do Congresso, da Câmara de Vereadores, que precisam ser ocupadas por pessoas negras e por mulheres. A gente precisa garantir esse salto de qualidade”, disse.

Para a candidata, a medida seria uma forma de reduzir a diferença entre a participação desses grupos nas disputas eleitorais e sua efetiva presença nos espaços de poder.

“Os partidos, inclusive, a cada ano, mais mulheres têm se candidatado, mais negros têm se candidatado, mas isso não reflete no resultado. Então são esses processos que a gente tem uma dificuldade maior de, de fato, ampliar a participação dessas pessoas nesses processos de poder”, afirmou.

Ao abordar especificamente a participação de mulheres negras, Delliana disse que a sub-representação é ainda mais acentuada. “Quando a gente vai falar da mulher preta, aí a casa cai”, declarou, relacionando a situação às condições sociais enfrentadas por esse grupo.

Confira o vídeo abaixo

 

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