Virginia Fonseca usa anel que pode custar até R$ 3.500 para medir o sono!

Relato da influenciadora sobre cansaço extremo e tecnologia para monitorar o descanso levanta debate entre especialistas

Por Michel Telles
Às

Virginia Fonseca usa anel que pode custar até R$ 3.500 para medir o sono!

Foto: Redes Sociais

Virginia Fonseca voltou a chamar atenção nas redes sociais ao compartilhar um desabafo sobre cansaço extremo. Nos stories, ela contou que passou a usar um anel inteligente, dispositivo que pode custar até R$ 3.500, para monitorar a qualidade do sono e entender melhor os sinais do próprio corpo.

Segundo Virginia, o equipamento mede, entre outros dados, o tempo que a pessoa leva para adormecer. Ela afirmou que dormir em menos de quatro minutos pode ser um indicativo de exaustão, enquanto o ideal seria levar entre cinco e dez minutos para pegar no sono. A fala rapidamente repercutiu e abriu espaço para uma discussão mais ampla sobre descanso e saúde.

Especialistas explicam que o chamado tempo de latência do sono varia de pessoa para pessoa. Em média, adormecer entre 10 e 20 minutos é considerado saudável. Quando esse tempo é muito curto de forma recorrente, pode ser um sinal de privação de sono acumulada.

A educadora física Thais Rodella destaca que o mais importante não é a rapidez para dormir, mas a consistência da rotina. “Dormir muito rápido pode indicar que o corpo está esgotado. É como se ele desligasse por falta de recuperação adequada. Mas isso precisa ser analisado junto com outros fatores, como qualidade do sono e rotina diária”, explica.

O uso de dispositivos tecnológicos também exige cautela. “Esses anéis ajudam a trazer consciência, mas não substituem uma avaliação completa. Não é um dado isolado que define saúde”, reforça.

A rotina intensa relatada pela influenciadora ajuda a explicar o quadro. Viagens frequentes, agenda cheia e alta demanda mental impactam diretamente o organismo. “O corpo humano precisa de equilíbrio. Ele não sustenta alta performance o tempo todo sem pausas. Quando isso acontece, o cansaço aparece de forma inevitável”, completa Thais.

Do ponto de vista metabólico, o impacto é significativo. A fisioterapeuta dermatofuncional Adriana Mariano alerta que noites mal dormidas afetam muito mais do que a disposição. “Dormir pouco ou com baixa qualidade altera hormônios importantes, como o cortisol e a grelina. Isso aumenta a fome, favorece o acúmulo de gordura e dificulta processos como o emagrecimento”, afirma.

A alimentação também entra nesse ciclo. A nutricionista Laita Balbio explica que o sono interfere diretamente nas escolhas do dia seguinte. “Quando a pessoa não dorme bem, o corpo tende a buscar energia rápida, o que aumenta o consumo de açúcar e ultraprocessados. Além disso, há queda de energia e maior dificuldade de manter uma rotina saudável.”

Especialistas reforçam que o problema não está em um dia de cansaço, mas quando isso vira padrão. A privação de sono contínua pode comprometer imunidade, concentração, humor e desempenho cognitivo.

Para recuperar, não existem soluções imediatas. O caminho passa por regular horários, reduzir estímulos à noite, manter alimentação equilibrada e garantir momentos reais de descanso.

O episódio reforça uma discussão cada vez mais presente: a busca por alta performance constante, muitas vezes sem espaço para recuperação. E, como destacam os especialistas, mais importante do que dormir rápido é garantir um sono de qualidade ao longo do tempo. Confira o relato da influenciadora:
https://www.instagram.com/stories/virginia/3884803258825438303?utm_source=ig_story_item_share&igsh=cnRvMzVybTdoMHFn

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