Vítima de racismo, homem é indenizado após ser seguido por segurança da faculdade em Salvador
Caso aconteceu em 2016, quando era estudante de psicologia em uma instituição de ensino superior

Foto: Freepik
Um homem vítima de racismo recebeu pouco mais de R$ 13 mil de indenização após ser seguido pelo segurança de uma faculdade particular, em Salvador. A informação foi divulgada pela Defensoria Pública do Estado (DPE), órgão responsável pela ação.
O caso aconteceu em 2016, quando o homem, que não teve o nome divulgado, estava Psicologia na instituição de ensino superior. No dia do crime, a vítima se identificou na portaria e entrou na faculdade, como fazia todos os dias.
Mesmo assim, o homem foi seguido e abordado pelo supervisor de segurança da instituição, que exigiu diversas vezes a comprovação do vínculo de estudantes.
Um colega da vítima confirmou a matrícula do homem, mas o segurança chegou a interromper a aula para pedir à professora a caderneta de frequência.
“As testemunhas confirmaram que só o estudante foi abordado dessa forma”, explicou a defensora pública Nayana Gonçalves, autora da ação.
Na decisão, após 10 anos de processo, a Justiça reconheceu o racismo estrutural e institucional após a abordagem do funcionário da universidade. O pagamento da indenização foi feito em julho.
“Além da indenização por danos morais, a Corte firmou a tese de que a abordagem seletiva e discriminatória de estudante negro por segurança de instituição de ensino, depois de ele já ter se identificado, configura ato ilícito indenizável”, explicou a promotora.


