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“A Turma”: entenda a estrutura e o papel de cada integrante do grupo ligado a Daniel Vorcaro

Segundo a PF, o grupo recebia recomendações para intimidar quem o bancário não gostasse

Por Da Redação
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“A Turma”: entenda a estrutura e o papel de cada integrante do grupo ligado a Daniel Vorcaro

Foto: Divulgação

As investigações que terminaram na prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, na manhã desta quarta-feira (4) apontaram a existência de uma organização criminosa dividida em quatro núcleos diferentes e denominada de "A Turma". Segundo a PF, o grupo recebia recomendações para intimidar quem o bancário não gostasse.

De acordo com informado pela Polícia Federal, foram cumpridos quatros mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, que foram expedidos pelo STF, em São Paulo e Minas Gerais. As investigações tiveram auxílio do Banco Central (BC).

A Polícia Federal realizou as operações, que foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.

Conheça mais sobre cada integrante da "A Turma":

Daniel Vorcaro

De acordo com as investigações e desdobramentos da terceira fase da Operação Compliance Zero, Daniel Vorcaro era o líder das ações financeiras e também responsável por montar estratégia para o funcionamento da organização que possuía atuações em fraudes financeiras, corrupção, ocultação de patrimônio, além de intimidação e obstrução de justiça.

Fabiano Campos Zette

O cunhado do dono do banco Master, o empresário Fabiano Campos Zettel, também é alvo da Operação Compliance Zero, se entregou à PF. Ele era como se fosse um funcionário de Daniel Vorcaro.

Zettel era como se fosse um executor de ordens de Vorcaro na "Turma". Ele também intermediaria a coordenação de outros membros do grupo criminoso.

O trecho da decisão de André Mendonça menciona o cunhado de banqueiro como sendo “responsável pela execução e viabilização financeira de diversas iniciativas relacionadas aos interesses do grupo investigado”.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão

Outro investigado pela PF é Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, que fazia as ações encomendadas por Vorcaro. Ele é apontado como sendo um dos responsável por obter informações confidenciais, investigação de pessoas e ações de anulação de situações que o grupo classificava como hostil.

Mourão teria até mesmo espionado a polícia federal dos Estados Unidos, o FB, através de credenciais de outras pessoas.

“A partir dessa metodologia, de acordo com a autoridade policial, o investigado teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal, e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol”, menciona a decisão.

Marilson Roseno da Silva

O policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva também é um dos integrantes do grupo. Ele utilizaria da “experiência e contatos decorrentes da carreira policial” para fazer atividades de monitoramento e vigilância de pessoas, assim como obtenção de informações sensíveis dos alvos da "Turma".

“Sua participação era voltada à coleta e compartilhamento de informações que pudessem antecipar ou neutralizar riscos decorrentes de investigações oficiais ou da atuação de jornalistas, ex-funcionários e outros indivíduos considerados críticos às atividades do grupo”, afirma um trecho da decisão de Moraes, com base nas investigações.

Paulo Sérgio Neves de Souza

O chefe-Adjunto do Departamento de Supervisão Bancária (Desup) do Banco Central do Brasil, Paulo Sérgio Neves de Souza é mencionado na decisão, atuando como consultor informal de Vorcaro. Souza teria inclusive revisado documento em que o Banco Master encaminharia para o Banco Central.

“As investigações revelam, ainda, que Paulo Sérgio atuava como interlocutor interno dos interesses do Banco Master dentro do Banco Central, buscando influenciar a análise de processos administrativos”, afirma o trecho da decisão.

Belline Santana

Durante as investigações, Belline Santana foi chefe do Desup e também agia de maneira informal favoravelmente aos interesses do Banco Master. O posicionamento da instituição de Vorcaro diante da autoridade monetária teria desencadeado reuniões enre o banqueiro e Belline. Alguns encontros teriam acontecido fora das dependências institucionais do BC.

Leonardo Augusto Furtado Palhares

Administrador da empresa Varajo Consultoria Empresarial Sociedade Unipessoal LTDA, Leonardo teria sido responsável pela formalização de um contrato entre integrantes do grupo investigado e o servidor público Belline Santana.

A decisão aponta que Palhares foi responsável por assinar uma proposta de prestação de serviços dedicada a contratação de Belline para participação em “suposto projeto de elaboração de estudo técnica”.

Ana Claudia Queiroz de Paiva

Ana Claudia Queiroz era sócia da empresa Super Empreendimentos, conforme a decisão do STF. Ela ao menos teria cuidado de algumas movimentações financeiras da organização criminosa.

Ana teria atuado em movimentações financeiras voltadas às atividades que foram desenvolvidas por integrantes da "Turma", “participando da estrutura responsável pela execução de pagamentos vinculados às iniciativas conduzidas por Vorcaro.”

Defesa nega acusações

A defesa de Vorcaro nega as acusações que o banqueiro teria atuado para poder exercer coerção de pessoas ou tentativa de obstrução de justiça.

“A defesa de Daniel Vorcaro informa que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início”, afirmou em nota à imprensa.

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